GPA amplia prejuízo líquido para R$ 1,347 bilhão no 1º trimestre de 2026
Efeitos não recorrentes e ajustes contábeis pressionam resultado; receita líquida recua 8,2% e capex cai quase 55%
O GPA registrou prejuízo líquido das operações continuadas de R$ 1,347 bilhão no primeiro trimestre de 2026, aumento expressivo em relação às perdas de R$ 93 milhões no mesmo período do ano anterior. O resultado foi impactado, sobretudo, por efeitos não recorrentes e sem impacto no caixa, que somaram R$ 1,014 bilhão no trimestre.
Segundo a companhia, os principais fatores extraordinários foram a baixa de crédito no exterior, no valor de R$ 588 milhões, além de baixas relacionadas a softwares, fundo de comércio, outros ativos e impairment (deterioração) de lojas. Sem esses efeitos, o prejuízo líquido ajustado teria sido de R$ 333 milhões no trimestre.
A receita líquida do GPA recuou 8,2% na comparação anual, totalizando R$ 4,3 bilhões. O desempenho reflete a descontinuação do formato Aliados, impactos do portfólio de lojas e a estratégia de priorização de canais mais rentáveis no e-commerce. Apesar disso, as vendas em mesmas lojas (SSS) cresceram 0,6% no período.
O Ebitda ajustado consolidado atingiu R$ 458 milhões, alta de 12% em relação ao ano anterior. Com isso, a margem Ebitda ajustada subiu 1,9 ponto percentual, para 10,5%.
O resultado financeiro líquido (pós-IFRS 16) ficou negativo em R$ 382 milhões, uma piora de 20% na comparação anual. O GPA atribui o avanço das despesas financeiras principalmente à alta da taxa Selic e ao aumento dos custos com garantias vinculadas a contingências.
Já o capex ajustado (investimentos) caiu 54,8% no trimestre, totalizando R$ 87 milhões, devido à desaceleração da expansão de lojas e à redução dos investimentos em tecnologia da informação e logística.