RESULTADOS FINANCEIROS

Nubank registra lucro líquido de US$ 871 milhões no 1º trimestre de 2026

Lucro cresce 41% impulsionado por expansão do crédito; receita supera US$ 5 bilhões pela primeira vez

Publicado em 14/05/2026 às 18:38
Reprodução

O Nubank apresentou um lucro líquido de US$ 871 milhões no primeiro trimestre de 2026, um avanço de 41% em relação ao mesmo período do ano anterior, desconsiderando os efeitos do câmbio. O resultado foi impulsionado principalmente pela expansão das operações de crédito e pelo aumento das receitas.

O retorno sobre o patrimônio (ROE) atingiu 29%, ante 27% há um ano e 33% no trimestre anterior, mantendo-se entre os maiores do setor financeiro.

David Vélez, fundador e CEO do Nubank, destacou no balanço que a receita ultrapassou os US$ 5 bilhões pela primeira vez na história da fintech. Segundo ele, a inteligência artificial tem sido um fator relevante para a expansão significativa da carteira de crédito nos últimos doze meses, permitindo ampliar limites com resiliência e não apenas com velocidade.

A receita financeira líquida de juros (NII) alcançou o recorde de US$ 3,25 bilhões no trimestre, alta de 12% em relação ao trimestre anterior. A margem líquida de juros subiu para 21,1%, refletindo o crescimento da carteira de crédito em ritmo superior ao dos passivos, conforme o balanço.

A carteira de crédito total teve crescimento anual de 40% e de 7% no trimestre, atingindo US$ 37,2 bilhões. Os cartões de crédito responderam por US$ 24,3 bilhões, o crédito sem garantia ficou em cerca de US$ 10 bilhões e o crédito com garantia, em US$ 3 bilhões.

Em relação à qualidade da carteira, a inadimplência acima de 90 dias foi de 6,5%, frente a 6,4% no primeiro trimestre de 2025 e a 6,6% no quarto trimestre do ano passado. A inadimplência de curto prazo (abaixo de 90 dias) fechou em 5%, comparada a 4,1% no trimestre anterior e 4,8% há um ano.

As provisões para perdas de crédito totalizaram US$ 1,79 bilhão, alta de 33% no trimestre. Segundo o diretor financeiro, Guilherme Lago, esse aumento foi impulsionado por fatores como sazonalidade, crescimento da carteira e mix de produtos, e não está relacionado à piora da qualidade da carteira. "Não posso garantir que o ciclo de crédito não vá piorar, ninguém poderia, o que posso garantir é que temos monitoramento muito próximo de todos os indicadores de inadimplência", afirmou.

A base de clientes chegou a 135,2 milhões ao fim de março, um crescimento anual de 14%. No Brasil, o banco digital atingiu 115 milhões de clientes; no México, superou 15 milhões e, na Colômbia, aproxima-se de 5 milhões, segundo o balanço.

Entre outros indicadores, o NIM Ajustado ao Risco ficou em 9,5%, queda de 100 pontos-base em relação ao quarto trimestre de 2025. Já a taxa de eficiência atingiu 17,6%, ante 21,4% há um ano.