INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

Fundador do Flow Podcast destaca impacto da IA: 'O que levava três meses, hoje pode ser feito em uma hora'

Durante o São Paulo Innovation Week, Igor Coelho e Celso Oliveira debatem como a inteligência artificial está revolucionando negócios e profissões.

Publicado em 14/05/2026 às 17:03
Igor Coelho

A inteligência artificial está redefinindo o que é possível realizar no universo dos negócios e da tecnologia, afirma Igor Coelho, fundador do Flow Podcast. Entusiasta do tema, Coelho mediou uma conversa com o desenvolvedor e empresário Celso Oliveira sobre os avanços e desafios da IA, durante o São Paulo Innovation Week (SPIW), o maior festival global de tecnologia e inovação, nesta quinta-feira, 14.

Segundo Coelho, “a IA está criando oportunidades e eliminando barreiras técnicas”. O debate abordou os impactos da tecnologia no empreendedorismo, no mercado de trabalho e nos comportamentos sociais.

No painel IA em Ação: Como a Tecnologia Está Criando Novas Fronteiras Profissionais e nos Negócios, Celso Oliveira ressaltou que os empregos serão transformados, e não extintos. “O ganho de produtividade fará com que o profissional consiga entregar muito mais com menos esforço. Você poderá criar empresas com margens de lucro maiores, sem depender de tantas pessoas”, afirmou.

Oliveira ponderou, no entanto, que quem não se adaptar poderá enfrentar o desemprego. “Profissionais acomodados têm motivos para temer. O mundo está cada vez mais competitivo. Hoje, além da graduação, é preciso buscar especialização e atualização constante. O preguiçoso, sem dúvida, está com medo”, disse.

IA na prática

À frente de empresas baseadas em tecnologia, Oliveira relatou que a IA está derrubando barreiras em diversos setores. “Tenho uma software house e tivemos que mudar o foco. Agora, é possível criar sistemas ou lançar plataformas com muito mais facilidade. Passamos a oferecer segurança, LGPD e escala”, explicou.

“O que antes demorava três meses, pode ser entregue em uma hora”, comparou. Nesse novo cenário, pessoas utilizam a IA em tarefas cotidianas e profissionais, antes realizadas com muito mais esforço. “Se quiser fazer um desenho legal usando água de hidrelétrica, não vai nascer nada, mas se quiser fazer testes simples, você consegue ir longe”, exemplificou.

Apesar das facilidades, Oliveira destacou que a democratização da IA encontra limites nos chamados tokens e na janela de contexto. “Tokens são os fragmentos de texto que a IA processa, e o limite é a quantidade máxima que o modelo consegue analisar em uma interação. A janela de contexto representa o total de informações que a IA pode considerar ao responder”, explicou.

Esses fatores afetam a memória da conversa, a análise de textos longos e a qualidade das respostas. “É isso que impede, por exemplo, que o ChatGPT ou Gemini comece a ‘alucinar’ durante a interação. O limite de tokens e a janela de contexto de órgãos como o governo dos Estados Unidos devem ser muito maiores do que as de um usuário comum, o que gera diferenças claras de resultado”, completou Oliveira.

Importância humana

Apesar do entusiasmo com a IA, o painel também ressaltou a relevância do fator humano. Coelho destacou que, mesmo com automação crescente, a conferência humana ainda é indispensável. “Eu não voaria em um avião sem piloto”, brincou. “Outra coisa que não dá para substituir é o relacionamento. Encontrar com o cliente, fechar uma venda... Isso vai demorar muito para mudar. Talvez nunca acabe”, concluiu.