MERCADO DE COMBUSTÍVEIS

Preços de combustíveis no Brasil sobem menos que nos EUA e União Europeia, aponta Ineep

Boletim destaca que impactos internacionais têm sido mais brandos no Brasil devido à atuação da Petrobras e medidas do governo.

Publicado em 14/05/2026 às 16:52
Severino Carvalho / Agência Alagoas

O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) divulgou nesta quinta-feira (14) a 36ª edição do Boletim de Preços, analisando os efeitos persistentes no mercado internacional de petróleo após mais de dois meses dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã e do fechamento do Estreito de Ormuz.

De acordo com o Ineep, o cenário internacional segue pressionando as cotações e elevando preocupações quanto à segurança energética e aos impactos nas economias nacionais. No entanto, apesar do ambiente externo adverso, os efeitos nos preços domésticos no Brasil têm sido relativamente mais contidos em comparação aos Estados Unidos, à União Europeia e à média global.

A diferença, segundo o boletim, está relacionada às particularidades na formação de preços e no abastecimento brasileiro, influenciados por pacotes de medidas do governo federal e pela atuação da Petrobras.

Nos dados referentes a abril, o Ineep aponta que o preço do petróleo manteve-se elevado, com média mensal próxima de US$ 118 por barril — valor superior ao registrado no início dos conflitos. No Brasil, o impacto foi mais significativo sobre o diesel, devido ao seu peso na logística e à dependência de importações. Mesmo assim, houve desaceleração no ritmo de alta dos combustíveis, com exceção do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), que apresentou repasse mais defasado.

Após alta de 16,2% em março, o diesel subiu 5,1% em abril. A gasolina teve aumento de 2,3%, ante 4,6% no mês anterior. O GLP registrou alta de 3,2%, enquanto o etanol permaneceu estável.