JUSTIÇA FRANCESA

Promotores franceses tentam levar Sarkozy de volta à prisão por financiamento líbio

Ex-presidente é acusado de receber recursos ilegais da Líbia para campanha presidencial de 2007 e pode ser condenado a sete anos de prisão.

Publicado em 14/05/2026 às 15:56
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Promotores franceses solicitaram nesta quarta-feira que os juízes determinem o retorno do ex-presidente Nicolas Sarkozy à prisão, desta vez por sete anos, além do pagamento de uma multa de 300 mil euros (cerca de US$ 330 mil). As acusações envolvem suposto financiamento secreto da campanha presidencial de 2007 pelo então líder líbio, Muammar Gaddafi.

Sarkozy, de 71 anos, foi condenado em setembro de 2025 a cinco anos de prisão por conspiração criminosa, tornando-se o primeiro ex-presidente francês da história moderna a ser preso.

O ex-presidente cumpriu 20 dias na prisão de La Santé, em Paris, antes de ser libertado em novembro sob vigilância judicial. Ele recorreu da sentença, assim como os promotores, que buscam reverter absolvições anteriores e impor uma pena mais severa. O julgamento do recurso segue até o início de junho, com veredicto previsto para 30 de novembro.

Nos últimos anos, Sarkozy enfrentou diversas acusações de corrupção, mas o caso relacionado à Líbia tem o maior peso político e simbólico, pois sugere que uma ditadura estrangeira teria contribuído para a eleição de um presidente francês.

A promotoria pediu aos três juízes responsáveis pelo recurso que considerem Sarkozy culpado de corrupção, financiamento ilegal de campanha e ocultação de desvio de recursos públicos líbios — três acusações das quais ele foi absolvido no julgamento anterior. Também foi solicitado que Sarkozy fique proibido de exercer cargos públicos por cinco anos.

O advogado de Sarkozy, Christophe Ingrain, declarou a jornalistas após a audiência que o pedido do Ministério Público é "estritamente idêntico" ao solicitado, sem sucesso, no primeiro julgamento. "Não há dinheiro líbio na campanha dele, nem em seu patrimônio", afirmou. "Nicolas Sarkozy é inocente, e vamos provar isso em quinze dias."

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).