Taxa de desocupação entre mulheres segue 43,1% maior do que a dos homens, aponta IBGE
Apesar de tendência de redução, desemprego feminino ainda supera significativamente o masculino, segundo dados do 1º trimestre de 2026.
O desemprego entre mulheres no Brasil permanece significativamente mais alto do que entre homens, conforme revelam os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No primeiro trimestre de 2026, a taxa de desemprego foi de 5,1% para os homens, enquanto para as mulheres atingiu 7,3%. A média nacional ficou em 6,1% no período.
“A taxa de desocupação da mulher é 43,1% maior que a dos homens. Mas a informação recente está mostrando tendência de redução de desigualdade na taxa de desocupação (por sexo)”, avaliou William Kratochwill, analista da pesquisa do IBGE.
Em anos anteriores, a diferença já foi ainda mais acentuada: no primeiro trimestre de 2012, a taxa de desocupação das mulheres era 69,4% maior que a dos homens. A menor distância foi registrada no segundo trimestre de 2020, durante a pandemia de covid-19, quando ficou em 27,0%.
O levantamento também apontou disparidades por cor ou raça. Entre brancos, a taxa de desemprego ficou em 4,9%, abaixo da média nacional e consideravelmente menor que entre pretos (7,6%) e pardos (6,8%).
Quanto à escolaridade, a taxa de desocupação para pessoas com ensino médio incompleto chegou a 10,8%, quase o triplo do registrado entre quem tem nível superior completo (3,7%).