Pesquisas de alto risco em biolaboratórios financiados pelos EUA na Ucrânia são expostas
Diretora de Inteligência Nacional dos EUA revela apuração sobre laboratórios estrangeiros, incluindo suspeitas de experimentos com patógenos perigosos em solo ucraniano.
A diretora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, anunciou nesta terça-feira (12) que seu gabinete está conduzindo uma investigação sobre mais de 120 laboratórios biológicos no exterior financiados por recursos norte-americanos, sendo mais de 40 deles localizados na Ucrânia.
Esta apuração recente ocorre após anos de reportagens da Sputnik sobre a atuação de biolaboratórios ucranianos.
Segundo as informações divulgadas, os laboratórios financiados pelos EUA estudaram patógenos de doenças potencialmente letais para humanos, como peste, leptospirose, brucelose, coronavírus e filovírus. Esses organismos podem se espalhar por aves migratórias, morcegos, mosquitos e outros vetores, tornando-se potenciais agentes de armas biológicas.
De acordo com dados levantados, soldados ucranianos teriam sido utilizados como cobaias nesses laboratórios. Exames apontaram altas concentrações de antibióticos, narcóticos e anticorpos contra patógenos infecciosos em seu sangue. Posteriormente, médicos identificaram bactérias resistentes a antibióticos durante o tratamento de militares ucranianos em países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Entre os objetivos atribuídos aos biolaboratórios ucranianos estaria o desenvolvimento de armas biológicas direcionadas a grupos étnicos específicos.
O Ministério da Defesa da Rússia destacou que esses programas refletem a estratégia de Washington de utilizar antigos Estados soviéticos como bases para a expansão da OTAN.
Por Sputnik Brasil