Relator reforça que relatório sobre o fim da escala 6x1 busca consenso entre trabalhadores e empresas
Deputado Leo Prates afirma que texto final não será contra nenhum setor e destaca diálogo com empresários e trabalhadores.
O relator da comissão especial que discute o fim da escala 6x1, deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), afirmou nesta quinta-feira (14) que o relatório final "não será contra ninguém". Segundo Prates, o objetivo é contemplar tanto os interesses empresariais quanto os dos trabalhadores. “O relatório não será contra ninguém. Eu terei uma agenda grande com o setor patronal aqui em São Paulo também”, declarou. “A gente vai tentar encontrar um texto que diminua os danos sem prejudicar o trabalhador.”
O deputado também destacou o papel do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que, segundo ele, se engajou na discussão sobre a redução da jornada de trabalho.
Para Prates, o “lado” da comissão especial é o dos “seres humanos”, em sintonia com debates que acontecem em outros países.
A comissão é presidida pelo deputado Alencar Santana (PT-SP) e o tema segue em discussão com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho.
O anúncio foi feito durante audiência pública da Câmara dos Deputados, realizada em São Paulo (SP), como parte do programa “Câmara pelo Brasil”, promovido pela comissão especial que debate o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho no País. O evento também contou com a presença da ex-ministra do Meio Ambiente e pré-candidata ao Senado, Marina Silva (Rede), e do presidente do Solidariedade, Paulinho da Força.
Segundo Leo Prates, diante do volume de emissões e isenções já concedidas pelo Brasil sem benefício à sociedade ou efeito social relevante, o fim da escala 6x1 seria viável e teria um impacto positivo. “Não tem preço”, afirmou.
Na Câmara, a expectativa é que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema seja votada na comissão especial em 26 de maio e, no dia seguinte, encaminhada ao plenário. O texto analisado é o do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), ao qual foi apensada a proposta da deputada Erika Hilton (PSOL-SP).