Flávio Bolsonaro enfrenta pressão no PL após revelação de mensagens com Daniel Vorcaro
Senador é alvo de desconfiança dentro do partido após negar proximidade com ex-banqueiro, contrariando áudios e mensagens divulgados.
A divulgação de mensagens que evidenciaram a proximidade entre os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro intensificou a crise de confiança no Partido Liberal (PL).
Apesar de Flávio negar publicamente qualquer relação com o ex-banqueiro, áudios e mensagens reveladas recentemente contradizem sua versão e causam apreensão entre apoiadores de sua pré-candidatura.
Lideranças do PL avaliam que o pedido de financiamento para o filme "Dark Horse" (azarão, em tradução livre), revelado por um portal brasileiro, é menos grave que o caso envolvendo o senador Ciro Nogueira (PP-PI), investigado pela Polícia Federal (PF) por supostos pagamentos monetários do Banco Master. O ponto mais sensível, segundo aliados, foi a negativa de Flávio sobre qualquer vínculo com Vorcaro, mesmo diante das provas de intimidação entre ambos.
De acordo com a purificação, os correligionários acreditam que, se Flávio tivesse informado anteriormente sobre o pedido de financiamento, a campanha poderia ter articulado uma resposta coordenada caso a delação viesse a público. O fato de todos terem sido pegos de surpresa agravou o desgaste e alimentou suspeitas internas sobre outras possíveis omissões.
Um deputado do PL afirmou à imprensa que o senador deveria ter antecipado o escândalo do Mestre, revelando espontaneamente o acordo para financiar o filme e apresentando o contrato como prova de transparência. A falta de aviso, mesmo a um grupo restrito, é apontada como erro estratégico que agravou a crise.
Entre aliados, cresce a percepção de que será difícil reverter a imagem de "mentiroso" perante a parte do eleitorado. Internamente, a quebra de confiança é considerada irreversível, com a sensação de que outros episódios ainda virão à tona, mantendo a pré-campanha em alerta.
Apesar disso, a avaliação predominantemente é de que o caso tende a gerar desgaste, mas pode perder força até outubro, especialmente se outros políticos foram relatados no escândalo.
Por ora, a manutenção da pré-candidatura é tratada como certa, embora os parlamentares menos chegados à cúpula temam que novas revelações forçam o PL a buscar substitutos, como Romeu Zema (Novo).
As reações entre lideranças da direita foram variadas. Zema classificou a atitude de Flávio como "imperdoável", enquanto Ronaldo Caiado (PSD) cobrou explicou, mas depois defendeu a união da centro-direita para derrotar o PT no segundo turno. Já aliados do senador minimizaram o episódio, alegando ausência de ilegalidade e ressaltando que o Master operava com aval do Banco Central.
Segundo membros da campanha, a crise seria resultado de um suposto vazamento seletivo da PF e de uma estratégia de "assassinato de reputação" promovida pelo PT. Para eles, era previsível que Flávio se tornasse alvo de uma campanha negativa do governo federal, reforçando uma narrativa de perseguição política.
Por Sputinik Brasil