BALANÇO FINANCEIRO

CSN reduz prejuízo líquido para R$ 555 milhões no 1º trimestre de 2026

Companhia destaca melhora no Ebitda, avanços em logística e portfólio diversificado, apesar de queda na receita

Publicado em 13/05/2026 às 22:03
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A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) registrou prejuízo líquido de R$ 555 milhões no primeiro trimestre de 2026, resultado 24,2% menor em relação ao prejuízo de R$ 732 milhões apurado no mesmo período de 2025.

No trimestre, o Ebitda ajustado atingiu R$ 2,646 bilhões, alta de 5,5% na comparação anual. A receita líquida, por sua vez, totalizou R$ 10,604 bilhões, queda de 2,8% frente ao primeiro trimestre do ano anterior.

Segundo a CSN, a melhora do Ebitda ocorreu mesmo diante do aumento do volume de chuvas no período. A empresa destaca ainda a contribuição positiva dos segmentos de cimentos e logística, reforçando a importância do portfólio diversificado de ativos.

A companhia encerrou o trimestre com dívida líquida de R$ 40,5 bilhões, valor superior aos R$ 35,8 bilhões registrados no primeiro trimestre de 2025, porém inferior aos R$ 41,2 bilhões do fechamento de 2025.

A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/Ebitda, ficou em 3,36 vezes, representando redução de 11,6 pontos-base em comparação ao trimestre imediatamente anterior.

O desempenho positivo da alavancagem foi impulsionado pelo novo contrato de pré-pagamento de minério de ferro, firmado para cobrir parte das amortizações programadas para o ano, além do efeito favorável da variação cambial sobre dívidas em moeda estrangeira. Segundo a CSN, tais resultados evidenciam os esforços para resolver de forma definitiva a estrutura de capital do grupo.

A empresa também informou que o plano de venda de ativos, anunciado em 15 de janeiro, segue em ritmo acelerado, com o processo atraindo mais interessados do que o inicialmente previsto.

No encerramento do trimestre, a CSN contava com R$ 14,6 bilhões em caixa, montante considerado suficiente para honrar compromissos financeiros de curto prazo, conforme avaliação da administração.

Os investimentos (capex) somaram R$ 1,126 bilhão no período, praticamente estáveis em relação aos R$ 1,127 bilhão do primeiro trimestre de 2025 e 44,9% inferiores ao trimestre imediatamente anterior.