EDUCAÇÃO

Ato de alunos da USP cobra diálogo com reitoria

Universitários em greve reivindicam permanência estudantil e criticam cortes no orçamento da USP

Publicado em 13/05/2026 às 20:28
Estudantes da USP protestam no centro de São Paulo por diálogo com a reitoria e políticas de permanência.

Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) realizaram, na noite desta quarta-feira (13), um novo ato no centro de São Paulo para exigir diálogo com a reitoria da instituição.

Os universitários mantêm greve há quase um mês e reivindicam o reforço das políticas de permanência estudantil, o fim da terceirização dos restaurantes universitários, diálogo permanente sobre a gestão dos espaços estudantis, priorização da educação e o fim dos cortes no orçamento da universidade.

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“O que a gente está construindo é uma greve pacífica e temos como perspectiva conseguir a mesa de negociação. Nossa luta é basicamente por melhorias na qualidade do ensino, especialmente nas políticas de permanência na universidade. As pautas se somam às mobilizações em outras universidades e às dos professores municipais, contra o projeto de privatização do serviço público e a precarização do ensino e da educação como um todo”, explicou Heitor Vinícius, do comando de greve do Diretório Central dos Estudantes da USP e aluno de Ciências Sociais.

Na semana passada, o movimento chegou a ocupar a reitoria, no campus da Cidade Universitária. O local foi reintegrado no último domingo e estudantes denunciaram abuso de força policial. Desde então, os protestos passaram a ocorrer no centro da cidade, como o realizado hoje, que percorreu a Avenida Paulista até a Praça Roosevelt.

Procurada pela Agência Brasil, a reitoria da USP informou que instituiu, nesta quarta-feira, uma Comissão de Moderação e Diálogo Institucional, “com o objetivo de promover a abertura de um novo ciclo de interlocução com a representação estudantil”.

Segundo a universidade, a primeira reunião da Comissão será agendada em breve.

A mobilização dos estudantes recebeu apoio de professores municipais, que também protestam por reajuste salarial, e de parlamentares de partidos de esquerda.