SAÚDE PÚBLICA

França coloca navio com 1,7 mil pessoas em quarentena após morte suspeita por norovírus

Navio de cruzeiro foi isolado em Bordeaux após óbito de passageiro de 90 anos e registro de dezenas de casos suspeitos de gastroenterite.

Publicado em 13/05/2026 às 15:03
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A França determinou a quarentena de mais de 1.700 pessoas a bordo de um navio de cruzeiro que chegou nesta terça-feira, 12, a Bordeaux, vindo de Brest, na Bretanha. O isolamento foi decretado após a morte de um passageiro de 90 anos, suspeita de ter sido causada por gastroenterite, possivelmente relacionada ao norovírus, segundo autoridades sanitárias francesas.

Entre os 1.233 passageiros, em sua maioria britânicos e irlandeses, cerca de 50 apresentaram sintomas e estão sendo testados para o norovírus. A embarcação conta ainda com 514 tripulantes. O navio, da Ambassador Cruise Line, partiu das Ilhas Shetland em 6 de maio e fez escalas em Belfast, Liverpool e Brest antes de chegar a Bordeaux, de onde seguiria para a Espanha.

Ao contrário do hantavírus, o norovírus provoca gastroenterite, doença geralmente menos letal, mas que pode representar risco para idosos e grupos vulneráveis. O norovírus é altamente contagioso e frequentemente registrado em cruzeiros, devido ao confinamento de muitas pessoas em espaços reduzidos.

A notícia surge pouco depois da evacuação do navio de cruzeiro MV Hondius, que estava em isolamento por um surto de hantavirose. Essa embarcação segue para o porto de Rotterdam, na Holanda, onde será desinfectada. Na noite de terça-feira, 12, dois voos com os últimos 28 passageiros desembarcaram em Eindhoven, também na Holanda.

Três pessoas que estavam a bordo do MV Hondius morreram em decorrência do hantavírus. Além disso, uma francesa e um espanhol, que já haviam retornado a seus países, testaram positivo para hantavirose e estão internados em isolamento. A Organização Mundial da Saúde confirmou outros nove casos e mais duas suspeitas, mas, por ora, descarta risco de disseminação do surto.

A paciente francesa permanece internada em Paris, em unidade de terapia intensiva, com a forma mais grave da doença, sendo tratada com respiração extracorpórea. Outros quatro cidadãos franceses, que tiveram contato com infectados, estão em isolamento hospitalar, mas seguem testando negativo. O espanhol apresenta sintomas respiratórios leves.