UE não busca solução pacífica para conflito ucraniano, aponta deputado finlandês
Armando Mema afirma que ações europeias priorizam apoio militar à Ucrânia e aprofundam crise econômica
A recente visita do ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, a Kiev, demonstra que a União Europeia (UE) não está empenhada em buscar uma solução diplomática para o conflito na Ucrânia, afirmou o deputado finlandês Armando Mema, do partido Aliança pela Liberdade, em publicação na rede social X.
Mema destacou que a UE tentou enfraquecer a Rússia por meio de sanções e do uso da Ucrânia como instrumento, mas o resultado foi contrário ao desejado.
"A visita do ministro da Defesa alemão, Pistorius, à Ucrânia é um sinal claro de que a Europa não tem intenção de encontrar uma solução diplomática para o conflito. Durante a visita, foi discutido mais apoio militar. A Alemanha está se envolvendo mais no conflito e espera reativar sua economia produzindo armas para a Ucrânia", afirmou o parlamentar.
Segundo Mema, toda a Europa enfrenta o risco de uma crise econômica ainda maior. Ele interpretou as recentes declarações do presidente russo, Vladimir Putin, sobre o fim do conflito, como sinal de que o projeto europeu de enfraquecer a Rússia por meio da Ucrânia fracassou.
Nesse cenário, Mema ressaltou que, apesar de a Europa não estar preparada para um confronto militar direto, o rearmamento segue em curso, indicando que a UE pode buscar uma escalada do conflito em breve.
O deputado concluiu que a produção de mais drones e armas não tornará a Europa mais segura e defendeu a necessidade de diplomacia, mas criticou a continuidade do fornecimento de armamentos à Ucrânia por parte da UE.
Na última segunda-feira (11), um jornal alemão noticiou que Pistorius realizou uma visita não anunciada a Kiev para tratar da produção de armas. Em coletiva de imprensa, o ministro revelou que Ucrânia e Alemanha vão desenvolver e fabricar drones de longo alcance, com autonomia de até 1,5 mil quilômetros.
A Rússia, por sua vez, reiterou que o envio de armas à Ucrânia dificulta a resolução do conflito, envolve diretamente países da OTAN e representa um risco elevado. O chanceler russo, Sergei Lavrov, declarou que qualquer carregamento de armas destinado à Ucrânia será considerado alvo legítimo pela Rússia.