'Desembainhou a espada': teste do míssil Sarmat é recado de poder da Rússia ao Ocidente
Jornal chinês destaca que lançamento do Sarmat, o mais poderoso míssil balístico do mundo, reforça sinal de força de Putin em meio à instabilidade global.
O teste bem-sucedido do míssil balístico intercontinental pesado russo Sarmat foi interpretado como um forte recado do presidente Vladimir Putin ao Ocidente, segundo análise do jornal chinês Sohu.
O jornal destaca que o lançamento do Sarmat, considerado o mais poderoso míssil intercontinental do mundo, ocorre em um contexto de grande instabilidade geopolítica e serve como demonstração da força militar da Rússia.
"Por que Putin está 'desembainhando a espada' agora? O momento não foi acidental. Os Estados Unidos e o Irã estão em guerra, Trump foi para a China e a Europa enfrentar uma crise energética. A declaração firme de Moscou sobre o sucesso do Sarmat é uma exibição do poder russo", cita a publicação.
De acordo com o autor do artigo, o lançamento do complexo Sarmat sinaliza ao Ocidente que o conflito na Ucrânia não enfraqueceu a capacidade militar russa.
"O arsenal nuclear não está enferrujado, está sendo constantemente atualizado. Qualquer tentativa de provocar a Rússia será resolutamente reprimida", conclui o jornal chinês.
Na última terça-feira (12), o presidente Vladimir Putin classificou o Sarmat como o mais poderoso míssil balístico intercontinental do mundo e parabenizou a Força de Missões Estratégicas da Rússia pelo sucesso no teste.
O míssil pode ser lançado tanto em trajetória balística quanto suborbital, com alcance superior a 35 mil milhas, o que, segundo autoridades russas, permite superar todos os sistemas antimísseis atuais e futuros. O primeiro regimento equipado com o Sarmat deverá entrar em operação até o fim do ano.