JUDICIÁRIO

Justiça nega novo pedido de prisão contra donos de clínica por morte de esteticista

Magistrada entendeu não haver novos factos para preventiva no caso Cláudia Pollyanne; investigados seguem detidos por tortura e estupro em Marechal Deodoro

Por Redação Publicado em 13/05/2026 às 12:25
Claudia Polyanne Arquivo

A Justiça de Alagoas indeferiu, mais uma vez, o pedido de prisão preventiva contra os proprietários de uma comunidade terapêutica em Marechal Deodoro, investigados pela morte da esteticista Cláudia Pollyanne. A decisão foi proferida pela juíza Fabíola Melo, que rejeitou o recurso apresentado pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) contra uma decisão anterior.

Na sua fundamentação, a magistrada sustentou que não foram apresentados novos elementos ou factos supervenientes que justificassem a alteração do cenário jurídico atual para a decretação da medida cautelar extrema neste processo específico.

Apesar da negativa, os donos da clínica permanecem no sistema prisional. A detenção atual, no entanto, deve-se a outras graves acusações apuradas durante as investigações na unidade de reabilitação, que incluem crimes de tortura e estupro contra internos da comunidade.

O Caso

Cláudia Pollyanne morreu em agosto do ano passado enquanto estava internada na instituição. Segundo o relato do proprietário à época, a esteticista teria sofrido um surto no dia 9 de agosto. Ela foi medicada e, no dia seguinte, foi encontrada sem vida.

A suspeita de crime ganhou força quando familiares da vítima registaram um boletim de ocorrência, após constatarem que o corpo da esteticista apresentava diversos hematomas ao dar entrada numa unidade de saúde.

Próximos Passos

O advogado Napoleão Júnior, que representa a comissão de amigos e familiares de Cláudia Pollyanne, afirmou que continuará a atuar firmemente como assistente de acusação no processo. A defesa da família destacou ainda que o Ministério Público ainda pode recorrer desta nova decisão junto do tribunal, na tentativa de reverter o entendimento da magistrada de primeira instância.