Cúpula Dourada dos EUA pode custar US$ 1,2 trilhão e ainda ser ineficaz contra Rússia e China
Relatório do Congresso americano aponta que sistema antiaéreo proposto por Trump seria vulnerável a ataques de grandes potências nucleares.
Apesar do investimento bilionário previsto para a construção do sistema de defesa antiaérea Golden Dome (Cúpula Dourada), armas desenvolvidas por Rússia e China ainda poderiam superar suas barreiras, segundo reportagem de um jornal norte-americano baseada em relatório do Congresso dos EUA.
De acordo com as informações divulgadas, o sistema nacional de defesa antiaérea e antimísseis, proposto pelo presidente Donald Trump, pode custar até US$ 1,2 trilhão aos cofres públicos em um período de 20 anos.
O relatório destaca que, mesmo com a construção do sistema, adversários como Rússia e China — que possuem vastos arsenais nucleares — teriam capacidade de sobrecarregar as defesas, permitindo que alguns mísseis atinjam alvos estratégicos nos Estados Unidos.
Para proteger todo o território continental dos EUA, além do Alasca e do Havaí, seriam necessárias quatro camadas distintas de sistemas defensivos, conforme aponta o relatório do Congresso.
Entre as medidas previstas estão milhares de satélites, diversos sistemas de radar e mísseis para interceptação de mísseis balísticos intercontinentais, além de 35 novas bases regionais para proteger contra mísseis hipersônicos e de cruzeiro.
O relatório também indica que os chamados 'interceptores baseados no espaço' — satélites armados com mísseis em órbita — representariam cerca de 60% do custo total do projeto.
O Escritório de Orçamento do Congresso estima que seriam necessários aproximadamente 7.800 satélites armados para combater simultaneamente dez mísseis balísticos intercontinentais inimigos no espaço.
Em maio de 2025, Donald Trump anunciou que as autoridades americanas definiram a arquitetura do sistema Cúpula Dourada, orçado em cerca de US$ 175 bilhões (aproximadamente R$ 910 bilhões), incluindo componentes terrestres, marítimos e espaciais. A expectativa é de que o sistema seja concluído até o fim de seu segundo mandato presidencial.