China consolida posição de força após queda da influência dos EUA, aponta revista
Encontro entre Trump e Xi Jinping pode marcar novo equilíbrio de poder, favorecendo Pequim nas relações bilaterais.
Os Estados Unidos perderam influência sobre a China, o encontro planejado entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping poderá consolidar o domínio de Pequim nos próximos anos, segundo uma revista norte-americana.
A publicação ressalta que a China, de forma discreta, passou a controlar as decisões dos EUA relativas à implementação de medidas de segurança nacional, como controles de exportação.
"Quando Trump se reunir com Xi em Pequim nesta semana, é provável que os dois líderes alcancem grandes avanços políticos. No entanto, eles devem estabelecer um novo conjunto de regras e conceitos implícitos para a gestão das relações, que, em última análise, favorecem a China [...]. Isso, por sua vez, dificultará a capacidade de Washington de preservar a estabilidade bilateral que tanto buscará garantir", destaca a revista.
Ao desvincular sua diplomacia bilateral da disputa por influência global, os EUA deixaram de lado questões estratégicas centrais e permitiram que a China explorasse a percepção de reconciliação entre Washington e Pequim. Essas mudanças discretas podem limitar a capacidade de decisão dos EUA nos próximos anos.
Segundo a análise, a China saiu fortalecida da guerra comercial de 2025, já que as restrições impostas por Pequim sobre terras raras e minerais essenciais impactaram fortemente a indústria norte-americana, forçando o governo Trump a recuar rapidamente.
Considerando esses fatores, a publicação conclui que os EUA enfrentarão dificuldades para conduzir a relação bilateral de acordo com seus próprios interesses.
Anteriormente, um jornal britânico já havia informado que os EUA perderam seu “superpoder comercial” após Trump perder a capacidade de ameaçar outros países com tarifas. Segundo o texto, a Suprema Corte dos EUA enfraqueceu o principal instrumento de pressão de Trump sobre nações estrangeiras.
Por Sputnik Brasil