MERCADOS GLOBAIS

Fluxos de capital para emergentes voltam ao positivo em abril, aponta IIF

Entradas líquidas somaram US$ 58,3 bilhões no mês, impulsionadas por investimentos em dívida e ações

Publicado em 11/05/2026 às 15:58
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Os fluxos de capital para mercados emergentes retornaram ao terreno positivo em abril, após uma forte saída registrada em março, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira pelo Instituto de Finanças Internacional (IIF) . As entradas líquidas de portfólio somaram US$ 58,3 bilhões no mês, revertendo parcialmente a saída de US$ 66,2 bilhões observada no mês anterior.

A recuperação foi conquistada pelos mercados de dívida, que recebeu US$ 51,9 bilhões. Já os fluxos para ações ficaram positivas em US$ 6,4 bilhões, após o movimento de liquidação registrado em março. De acordo com o IIF, esse cenário demonstra que "o choque de março não se transformou em uma parada generalizada de financiamento" para os países emergentes.

O instituto destacou ainda que os investidores retornaram rapidamente aos ativos emergentes após a redução do pânico geopolítico inicial e a reabertura das emissões no mercado primário. Apesar disso, avaliou que o interesse segue concentrado em renda fixa, beneficiado pelo diferencial de juros, reabertura das janelas de emissão e percepção de fundamentos externos mais sólidos em diversos mercados emergentes.

A América Latina está entre as regiões de melhor desempenho. O relatório aponta entradas de US$ 17,5 bilhões em abril, sendo US$ 13,3 bilhões em dívida e US$ 4,3 bilhões em ações. No acumulado do ano, os fluxos para a região chegam a US$ 60,7 bilhões, superando os US$ 17,5 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

O IIF também ressaltou a retomada das emissões soberanas e corporativas de países emergentes. As emissões soberanas subiram para US$ 24,7 bilhões em abril, após apenas US$ 3,1 bilhões em março, enquanto as empresas avançaram para US$ 37 bilhões. O instituto citou operações relevantes de países como Brasil, Polônia e Sérvia.

Apesar da melhora, o IIF alertou que o cenário permanece frágil e que a recuperação pode representar apenas uma “primeira fase de rompimento”, diante de riscos relacionados à inflação, energia, liquidez global e à política monetária do Federal Reserve (Fed) , o banco central dos Estados Unidos.