INCLUSÃO SOCIAL

Brasil defende inclusão dos mais pobres no orçamento público durante conferência da OCDE

Ministro Wellington Dias destaca que políticas voltadas aos mais vulneráveis são essenciais para o desenvolvimento econômico

Publicado em 11/05/2026 às 15:58
Brasil destaca na OCDE a importância de incluir os mais pobres no orçamento público para o desenvolvimento.

O Brasil defendeu, nesta segunda-feira (11), durante conferência da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris, a inclusão da população mais pobre no orçamento público como condição essencial para o desenvolvimento do país. Segundo o governo brasileiro, a melhoria das condições de vida dos mais vulneráveis ​​fortalece a economia nacional.

“Não há separação entre esses dois fatores”, afirmou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, durante o painel de abertura do evento. Ele ressaltou que o investimento social direcionado aos mais pobres tem impacto direto no desenvolvimento econômico.

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Segundo Wellington Dias, o combate à fome e à pobreza deve ser integrado ao núcleo das decisões econômicas. O ministro defende que esse enfrentamento esteja no centro das estratégias globais, não apenas por razões sociais, mas também impacte pela estabilidade e no desenvolvimento dos países.

Renda, emprego e serviços

"Tirar as pessoas da fome é apenas o começo. É preciso reforçar com outras políticas que ajudem as pessoas a superarem a miséria e a pobreza", destacou Dias. Ele lembrou que o Brasil mudou como direcionar a inclusão dos mais pobres no orçamento público, o que permitiu ampliar o acesso à renda, ao emprego e aos serviços essenciais.

A estratégia, segundo o ministro, contribui não apenas para reduzir a pobreza, mas também para dinamizar a economia. O governo brasileiro defende que as políticas de combate à fome sejam acompanhadas por ações estruturantes, capazes de promover geração de renda e inclusão produtiva.

“A transformação ocorre quando proteção social, segurança alimentar, crédito, educação e geração de renda são articulados de forma integrada — e quando resiliência climática, resposta à crise e proteção social avançam juntas por sistemas nacionais”, concluiu Wellington Dias.