CASO POLICIAL

Defesa de mulher que tentou esfaquear cabeleireiro alega transtorno psicótico agudo

Advogado afirma que cliente interrompeu tratamento psiquiátrico devido a complicações de saúde e nega intenção de homicídio.

Publicado em 11/05/2026 às 14:45
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A defesa da mulher que tentou esfaquear um cabeleireiro com uma faca de cozinha, no último dia 5 de maio, em um salão de beleza na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, informou que ela foi afetada com transtorno psicótico agudo e transitório não especificado em 2023 .

Segundo comunicado enviado à imprensa, Laís Gabriela Barbosa da Cunha, de 27 anos, precisou interromper o uso dos medicamentos prescritos em seu tratamento, realizado com acompanhamento do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), devido a um quadro clínico de hepatite medicamentosa .

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Laís conversava com o cabeleireiro Eduardo Ferrari, enquanto ele atendia outro cliente. Em seguida, ao virar das costas, ela retirou uma faca de cozinha da bolsa e tentou esfaqueá-lo, sendo rapidamente contido por seguranças. Em vídeos divulgados nas redes sociais, um cliente afirma ter ficado insatisfeito com o corte de cabelo.

"Vocês conseguiram ver na minha franja? Tá parecendo o Cebolinha porque ele cortou todo o meu cabelo. Eu mandei mensagem no WhatsApp e eles ficaram dois dias sem me responder. Aí sabe o que eu fiz? Ofendi ele. Falei: seu viado triste, arrumado o meu cabelo. Ele respondeu: Na hora", relatou Laís. Segundo ela, teria sofrido um corte químico, ou seria negado pelos funcionários do salão.

Em nota divulgada nas redes sociais, o cabeleireiro informou que Laís realizou o procedimento há 30 dias, mas retornou ao salão na terça-feira, insatisfeita, solicitando a devolução do valor pago.

“Diante da negativa, uma vez que o serviço havia sido regularmente prestado, um cliente passou a agir de forma agressiva e, de maneira inesperada e desproporcional, desferiu um golpe de faca nas costas de Eduardo”, informou o salão. O cabeleireiro sofreu um pequeno corte nas costas.

Na nota da defesa, assinada pelo advogado criminalista Murilo Augusto Maia, consta que “Laís encontra-se extremamente abalada com toda a repercussão do caso”. A defesa afirma ainda que ela "jamais pensou em atentar contra a vida de Eduardo" e carregou a faca de cozinha por ter sido vítima de assalto nas proximidades do terminal rodoviário da Barra Funda.

O comunicado acrescenta que um cliente residente em Ribeirão Preto (SP) e, ao retornar ao salão na capital paulista em 5 de maio, teria sido tratado “com desprezo e deboche”. Antes disso, segundo a defesa, Laís questionou o resultado do procedimento de mechas em 13 de abril, sem obter retorno. O atendimento inicial ocorreu em 7 de abril.

"No dia 14 (de abril), inconformada com a falta de resposta, se excedeu nas mensagens de WhatsApp, sendo informada pela equipe do salão que não seria possível dar continuidade ao atendimento por aquele canal, mas que estariam à disposição para entender e solucionar o problema. Portanto, é falsa a afirmação de que Laís demorou 30 dias para questionar o procedimento realizado por Eduardo", diz a defesa.

O caso foi registrado como lesão corporal, ameaça e autolesão no 91º Distrito Policial.