DIPLOMACIA INTERNACIONAL

UE sanciona líderes do Hamas e colonos israelenses, mas recua de medidas econômicas mais duras

Bloco europeu chega a consenso inédito após anos de impasse e crescente pressão pela crise em Gaza, mas evita sanções econômicas amplas.

Publicado em 11/05/2026 às 14:44
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A União Europeia (UE) alcançou um acordo político unânime para impor novas avaliações aos líderes do Hamas e ao movimento de colonos israelenses, informaram altos diplomatas europeus nesta segunda-feira, 11. A decisão ocorre após anos de impasse e diante da crescente pressão popular provocada pela escalada da violência na Faixa de Gaza.

A chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, destacou em publicação nas redes sociais, após reunião dos ministros das Relações Exteriores em Bruxelas, que o extremismo e a violência devem ter consequências . “Já era hora de passarmos do impasse à entrega de resultados”, afirmou.

Apesar do avanço, a UE não aprovou medidas econômicas mais rigorosas, defendidas por alguns países-membros, e tampouco divulgou imediatamente detalhes sobre as novas ações. Segundo o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, os ministros decidiram sancionar líderes do Hamas e também líderes e organizações do movimento de colonos israelenses na Cisjordânia.

Palestinos, organizações de direitos humanos e observadores internacionais estão alertados para o agravamento da violência na Cisjordânia, onde jovens palestinos vêm sendo mortos com frequência crescente. O cenário inclui incêndios, vandalismo e deslocamento de comunidades agrícolas próximas a assentamentos e postos avançados na região ocupada.

De acordo com o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), pelo menos 40 palestinos foram mortos desde o início do ano, incluindo um número recorde de 11 mortes atribuídas a colonos — dois a mais do que em todo o ano de 2025.

A aprovação unânime das avaliações pela UE reflete as mudanças políticas após a saída do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, que havia vetado medidas anteriores de proteção aos colonos israelenses. Orbán era aliado do atual primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e sua saída abriu caminho para o consenso no bloco europeu.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.