MERCADO FINANCEIRO

Ouro encerra sessão perto da estabilidade diante de impasse entre EUA e Irã

Metal precioso recua levemente, com investidores atentos às negociações geopolíticas e à expectativa de dados econômicos dos EUA.

Publicado em 11/05/2026 às 14:43
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O ouro fechou em leve queda nesta segunda-feira, 11, mantendo-se próximo da estabilidade em meio à cautela dos investidores diante dos desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã para o fim da guerra.

Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho registrou recuo de 0,04%, cotado a US$ 4.728,70 por onça-troy.

A prata para julho, por sua vez, apresentou forte alta de 6,3%, encerrando a US$ 85.948.

O metal dourado chegou a registrar perda de 1% durante a sessão, mas prejudicou as perdas ainda pela manhã, acompanhando a diminuição dos ganhos do petróleo, mesmo com a ausência de avanços significativos nas negociações para encerramento do conflito.

O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou como “totalmente inaceitável” a resposta do Irã à proposta americana e afirmou que o cessar-fogo entre os países está fragilizado. Em resposta, o Irã declarou que a proposta não é excessiva.

Nesse contexto, as pressões inflacionárias levam o mercado a precificar juros mais altos por mais tempo, o que desfavorece ativos que não rendem, como o ouro, segundo o MUFG. Os analistas também destacam que os “dados robustos” do mercado de trabalho norte-americano reforçam a expectativa de manutenção de taxas elevadas. O mercado agora aguarda a divulgação do índice de preços ao consumidor (IPC) dos EUA, previsto para terça-feira, que pode influenciar as expectativas sobre a política monetária americana.

Apesar disso, o ING prevê que o ouro pode atingir US$ 5 milhões até o fim do ano, mesmo com a volatilidade causada por incertezas geopolíticas. “A transação de preços no curto prazo ainda pode ser dominada por forças macroeconômicas”, como rendimentos, dólar e política monetária, avaliam os analistas. “Assim que esses fatores adversos comecem a diminuir, o suporte ao ouro deverá se reafirmar”, conclui.

Com informações de Dow Jones Newswires