MERCADO FINANCEIRO

Compass se prepara para IPO desde sua fundação, afirma CEO em estreia na B3

Empresa do grupo Cosan movimenta R$ 3,2 bilhões em oferta totalmente secundária e marca novo ciclo no Novo Mercado

Publicado em 11/05/2026 às 14:17
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Antonio Simões , CEO da Compass — distribuidora de gás do grupo Cosan — afirmou que a companhia vem se preparando para o IPO desde sua criação, em 2020. A declaração ocorreu nesta segunda-feira, 11, durante a estreia da Compass no pregão da B3. "Esse dia não acontece de uma hora para a outra. É fruto de um trabalho que já estamos desenvolvendo passo a passo, com muita consistência", destacou Simões, pouco antes de tocar o sino que marcou o início das negociações no Novo Mercado da B3.

Durante a cerimônia de abertura, os executivos enfatizaram que, desde 2020, a Compass já investiu R$ 15 bilhões e conquistou mais de 3 milhões de clientes. “De lá para cá, viemos construindo um portfólio de ativos superestratégicos”, acrescentou o CEO.

Viviane Basso, vice-presidente de Operações e Emissores da B3, afirmou: "Com a oferta, a Compass inaugura novo capítulo em sua história. O IPO é muito mais que uma operação financeira, é um divisor de águas para a trajetória de uma companhia".

Além do CEO, participaram da conferência outros executivos da Compass, da B3 e advogados, quase todos usam camisetas com a sigla PASS, que será o ticker da Compass no Novo Mercado.

Pela razão do período de silêncio duplo — devido à oferta de ações ainda não liquidada e à divulgação do balanço previsto para a noite de quarta-feira —, os executivos da Compass não deram entrevistas à imprensa.

Os executivos dos bancos de investimento que coordenaram a oferta não foram apresentados ao evento, pois muitos estavam em Nova York acompanhando os eventos da semana brasileira na cidade.

A oferta de ações da Compass movimentou R$ 3,2 bilhões, sendo totalmente secundária, com sócios vendendo papéis. O maior vendedor foi a Cosan, que utilizará os recursos para quitar dívidas.

Esta foi a primeira operação desse tipo na B3 desde agosto de 2021, quando a Raízen, também do grupo Cosan, e as Oncoclínicas realizaram suas aberturas de capital.