POLÍTICA INTERNACIONAL

Hungria revisará projeto nuclear russo sem romper parceria energética com Moscou

Novo governo húngaro avalia condições de expansão da usina de Paks e busca reduzir dependência russa, mas mantém cooperação com a Rússia.

Publicado em 11/05/2026 às 14:08
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O novo governo da Hungria sinalizou nesta segunda-feira (11) que pretende revisar projetos energéticos ligados à Rússia, mas sem romper totalmente a parceria com Moscou. As declarações foram feitas por membros da futura equipe ministerial e repercutidas pelas agências Bloomberg e Reuters.

Istvan Kapitany , indicado ao Ministério da Economia e Energia, afirmou que Budapeste busca diversificar suas importações de energia após anos de forte dependência de fornecedores russos. No entanto, destacou que o país não pretende interromper completamente as compras de energia da Rússia, segundo a Bloomberg.

Durante a audiência parlamentar, Kapitany também informou que o novo governo revisará o financiamento e as condições de implementação da expansão da usina nuclear de Paks. O projeto, estimado em 12,5 bilhões de euros, é o prazo para a estatal russa Rosatom e prevê a instalação de dois reatores nucleares VVER de produção russa. A iniciativa tornou-se símbolo de proximidade entre Budapeste e Moscou durante o governo do ex-primeiro-ministro Viktor Orbán.

“Precisamos de uma estratégia nuclear transparente”, afirmou Kapitany. Ele acrescentou que os contratos do projeto são específicos e ainda precisam ser analisados ​​pela nova administração.

O primeiro-ministro Peter Magyar , que assumiu o cargo no sábado (9) após vitória eleitoral expressiva, prometeu reconstruir as relações com a União Europeia. Já indicada para o Ministério das Relações Exteriores, Anita Orbán , declarou que a Hungria buscará uma relação “igualitária e transparente” com a Rússia. “A Rússia continuará sendo uma parceira, mas a relação não pode ser baseada em dependência unilateral”, afirmou, de acordo com a Reuters.