Mercados globais caem após impasse entre EUA e Irã e petróleo dispara
Rejeição de proposta iraniana por Trump mantém bloqueio ao estreito de Ormuz e pressiona preços dos combustíveis nos EUA.
A tensão no estreito de Ormuz voltou a impactar os mercados globais nesta segunda-feira (11), após o fracasso das negociações de paz entre Estados Unidos e Irã. O presidente norte-americano, Donald Trump, rejeitou publicamente a última proposta do governo iraniano, classificando-a como "totalmente inaceitável" e mantendo o bloqueio à principal rota de exportação de petróleo do Oriente Médio.
O governo de Teerã afirmou que ainda trabalha em um acordo temporário, que poderia suspender os combates por 30 dias e reabrir o estreito, considerado essencial para o transporte global de petróleo e gás.
A incerteza prolongada mantém pressão sobre os preços de energia, especialmente nos Estados Unidos, onde a gasolina segue cara, segundo a mídia norte-americana.
Em resposta ao cenário, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, declarou que Washington avalia suspender o imposto federal sobre a gasolina, de US$ 0,184 (R$ 0,90) por galão, como medida para conter os custos para os consumidores.
No mercado internacional, o barril do Brent subiu mais de 3%, sendo negociado a US$ 105 (R$ 513,29), enquanto o WTI avançou mais de 4%, ultrapassando US$ 99 (R$ 484,48). Os futuros do S&P 500 registraram leve queda, e as bolsas asiáticas tiveram desempenho misto, com forte alta na Coreia do Sul e recuo moderado no Japão. Na Europa, os principais índices permaneceram estáveis.
Nos postos norte-americanos, a gasolina manteve média de US$ 4,52 (R$ 22,12) por galão, cerca de 52% acima do nível pré-guerra. O diesel recuou um centavo, para US$ 5,64 (R$ 27,60), mas permanece 50% mais caro desde o início do conflito. Analistas destacam que os preços ao consumidor tendem a reagir com atraso às oscilações do petróleo bruto.
Especialistas do Deutsche Bank afirmaram que a falta de avanços nas negociações indica que os EUA buscam um acordo, mas a indefinição sobre quem conduz as tratativas no Irã dificulta o progresso. Enquanto o estreito de Ormuz permanecer fechado, alertam, os mercados continuarão vulneráveis.
Por Sputnik Brasil