ONU descarta solução militar para crise em Cuba após ameaças dos EUA
Secretário-geral António Guterres enfatiza necessidade de diálogo e critica escalada militar na região.
A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que a situação em torno de Cuba não pode ser solucionada por meios militares. A declaração foi dada nesta segunda-feira (11) pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, durante coletiva de imprensa.
No domingo (10), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu país vai “cuidar” de Cuba, sem detalhar os planos. Posteriormente, um veículo de imprensa norte-americano informou que militares dos EUA intensificaram significativamente os voos de reconhecimento na costa cubana desde fevereiro.
“Acreditamos que não há solução militar para a situação em torno de Cuba”, declarou Guterres aos jornalistas, ao comentar o caso.
Durante a coletiva, Guterres também defendeu a inclusão de países africanos entre os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, além de garantir-lhes a participação permanente na gestão de instituições financeiras internacionais. Segundo ele, essa injustiça histórica persiste há muito tempo e a África segue sem voz suficiente nessas organizações.
O secretário-geral ressaltou ainda que apenas a reabertura do Estreito de Ormuz e a normalização da navegação podem contribuir para a redução dos preços de fertilizantes, petróleo e gás.
"Os direitos e liberdades de navegação devem ser restaurados. O Estreito de Ormuz deve ser totalmente reaberto para uma navegação segura", afirmou Guterres.
Ele classificou como "sem sentido" o fato de conflitos entre alguns Estados prejudicarem a economia internacional e defendeu que Estados Unidos e Irã se abstenham de escalar a crise, priorizando a diplomacia e a resolução por meio de negociações.
Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram ataques a alvos no Irã, resultando em mais de 3 mil vítimas. Em 8 de abril, Washington e Teerã anunciaram um cessar-fogo, mas evidentemente da trégua continuam sendo marcas registradas.
As negociações realizadas em Islamabad não avançaram e, embora não haja relatos de retomada das hostilidades, os EUA iniciaram um bloqueio aos portos iranianos.
Por Sputnik Brasil