DIPLOMACIA INTERNACIONAL

'Irã não é bandido, é lutador contra bandidos', diz chanceler iraniano sobre ações dos EUA

Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã critica presença militar dos EUA no Oriente Médio e reforça parceria com a China.

Publicado em 11/05/2026 às 11:09
Chanceler iraniano critica presença dos EUA e reforça papel regional do Irã no Oriente Médio. © Sputnik / Andrei Stenin / Acessar o banco de imagens

A segurança do Oriente Médio deve ser garantida por atores regionais, e a presença de forças externas exerce papel negativo, afirmou nesta terça-feira (11) o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, em coletiva de imprensa.

Ao comentar a presença militar dos Estados Unidos no golfo Pérsico, Baghaei destacou que a segurança baseada em forças estrangeiras apenas amplia a instabilidade e não contribui para a estabilidade do Oriente Médio.

"O Irã não é um bandido, mas é um lutador contra bandidos. Essas palavras não mudam realmente o fato de que os Estados Unidos se colocaram na posição de maior ameaça à paz e à segurança internacionais", afirmou Baghaei.

O diplomata iraniano apontou que os problemas de navegação no estreito de Ormuz decorrem de ações agressivas dos EUA e de Israel, ressaltando que o Irã "lutará quando necessário e, quando considerar conveniente, usará meios diplomáticos para proteger os direitos do povo iraniano".

Baghaei também frisou a importância da segurança e da estabilidade na Ásia Ocidental para o Irã e para a China. Segundo ele, a China, como membro influente do Conselho de Segurança da ONU, permanece um parceiro estratégico da República Islâmica.

"Os chineses estão bem cientes de nossas posições e sabem que a guerra imposta contra a República Islâmica do Irã não é apenas uma questão temporária, mas parte de um processo global que visa aumentar a pressão unilateral dos Estados Unidos, o que é prejudicial às normas internacionais", declarou o porta-voz.

Ele acrescentou que diversos países mantêm contato com Teerã devido à preocupação com o agravamento das tensões regionais, destacando que o Paquistão segue como mediador oficial nos esforços de resolução de conflitos.

Por Sputnik Brasil