Dólar avança com alta do petróleo e incertezas sobre acordo EUA-Irã
Moeda americana sobe em meio à valorização do petróleo, impasse geopolítico e cautela com inflação global.
O dólar registra alta no mercado à vista na manhã desta segunda-feira, 11, impulsionado pela valorização internacional da moeda americana e pelo avanço dos rendimentos dos Tesouros.
O cenário é marcado por cautela diante da indefinição sobre um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, além dos riscos persistentes ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, importante rota do petróleo.
Os investidores acompanham ainda o aumento das projeções de inflação no boletim Focus, enquanto aguardam a divulgação do IPCA no Brasil e do CPI nos EUA, ambos programados para terça-feira, 12. O preço elevado do petróleo, com o barril do Brent acima de US$ 104 por volta das 9h30, eleva as preocupações com a desancoragem das expectativas de inflação.
A mediana da projeção do IPCA para 2026 subiu de 4,89% para 4,91%, ultrapassando o teto da meta de inflação de 4,50%. Para 2027 e 2028, as medianas permaneceram em 4,00% e 3,64%, respectivamente, conforme o boletim Focus.
O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) desacelerou em seis das sete capitais pesquisadas na primeira quadrissemana de maio, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). O índice registrou alta de 0,75%, abaixo do avanço anterior de 0,88%.
No cenário internacional, o governo do Irã minimizou a retirada do ex-presidente Donald Trump à proposta para encerrar a guerra. O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmail Baghaei, afirmou que Teerã não busca agradar outros países e recorrerá à diplomacia ou à luta, conforme necessário, para defender seus interesses nacionais.
Já a reunião entre os presidentes americano Donald Trump e chinês Xi Jinping, prevista para esta semana em Pequim, tende a ter um caráter mais simbólico do que prático, de acordo com a Capital Economics. A China busca ampliar o tráfego comercial e evitar novas tarifas e restrições dos EUA à tecnologia, enquanto os americanos pretendem ampliar exportações para o mercado chinês, especialmente de produtos agrícolas, energia, aeronaves e minerais de terras raras.
No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer prometeu reagir à crise política após derrotas do Partido Trabalhista em eleições locais e à crescente pressão interna por sua saída.