CRISE ENERGÉTICA GLOBAL

Modi pede que indianos retomem o trabalho remoto e adiem viagens em meio à crise do petróleo

Primeiro-ministro da Índia recomenda moderação no uso de combustíveis e medidas para reduzir consumo diante da instabilidade no Oriente Médio.

Publicado em 10/05/2026 às 21:01
Narendra Modi orienta indianos a economizar combustíveis e priorizar trabalho remoto durante crise do petróleo. © AP Photo / Press Information Bureau

Primeiro-ministro indiano alerta para necessidade de reduzir dependência de combustíveis importados diante da crise energética global.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, fez um apelo à população neste domingo (10), pedindo que utilizem gasolina, diesel e gás "com muita moderação" em resposta à crise do petróleo desencadeada pela escalada de tensões no Oriente Médio.

Em pronunciamento transmitido pela televisão e redes sociais, Modi sugeriu o uso preferencial do transporte público, a prática de caronas e a retomada do trabalho remoto como estratégias para diminuir o consumo de combustíveis no país.

Segundo o líder indiano, reduzir a dependência de combustíveis importados tornou-se uma "necessidade nacional" diante das preocupações globais com a segurança energética.

"Neste momento de crise global, temos que tomar a decisão de priorizar o dever e cumpri-la com total dedicação. Uma resolução importante é usar gasolina e diesel com parcimônia. Devemos reduzir nosso consumo de gasolina e diesel", declarou Modi.

O primeiro-ministro também recomendou que empresas e órgãos retomem e incentivem o trabalho remoto, assim como ocorreu durante a pandemia, "no interesse nacional".

"Precisamos priorizar novamente o trabalho remoto, as conferências online e as reuniões virtuais", reforçou Modi.

Além disso, Modi pediu que viagens internacionais não essenciais sejam adiadas por pelo menos um ano, devido à crise.

"A crescente cultura de casamentos, viagens e férias no exterior está se tornando comum entre a classe média. Devemos decidir que, durante este período de crise, devemos adiar as viagens ao exterior por pelo menos um ano", afirmou o primeiro-ministro.

Por Sputnik Brasil