BASTIDORES DO CONGRESSO

Disputa pela presidência do Senado avança e Alcolumbre desponta como favorito para 2027

Articulações já movimentam Brasília em torno da sucessão no Senado, com Davi Alcolumbre consolidando alianças e ampliando influência.

Publicado em 10/05/2026 às 12:33
Davi Alcolumbre é apontado como favorito na disputa pela presidência do Senado em 2027. © Foto / Marcelo Camargo/Agência Brasil

A corrida pela presidência do Senado Federal já mobiliza intensas articulações políticas para 2027, e Davi Alcolumbre, que reassumiu o comando da Casa em 2025, é apontado como favorito à reeleição em um dos cargos mais estratégicos do país.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), cumpre mandato de dois anos e detém prerrogativas centrais no Poder Legislativo, como presidir o Congresso Nacional e decidir sobre pedidos de abertura de processos por crime de responsabilidade contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, Alcolumbre ocupa o terceiro lugar na linha sucessória da Presidência da República.

A próxima eleição para a presidência do Senado está marcada para 1º de fevereiro de 2027, mas as movimentações já começaram. O cenário envolve negociações entre governo, oposição e partidos do Centrão, todos interessados em influenciar a pauta legislativa e as indicações estratégicas para órgãos importantes.

Alcolumbre já comandou o Senado entre 2019 e 2021, sendo sucedido por Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que liderou a Casa até 2025. Em seu retorno, Alcolumbre construiu uma ampla base de apoio, reunindo o governo Lula, o Centrão e parte da oposição. Mesmo diante de episódios de tensionamento, ele aparece como favorito para tentar a reeleição em 2027, segundo análises da imprensa nacional.

Entre as principais atribuições do presidente do Senado estão a condução dos processos de indicações feitas pelo Executivo para tribunais superiores e agências reguladoras.

O presidente do Senado também decide sobre pedidos de abertura de processos contra ministros do STF, o procurador-geral da República (PGR) e o advogado-geral da União (AGU). Somente nesta legislatura, foram protocoladas 57 representações contra 72 autoridades, com Alexandre de Moraes liderando o número de pedidos.

Outra função relevante é autorizar a instalação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), já que os requerimentos precisam ser lidos em plenário. O Senado não impõe limite ao número de CPIs simultâneas, e há pedidos pendentes, incluindo investigações sobre o Banco Master e sobre ministros do STF. No entanto, a expectativa é que as forças políticas estejam focadas na disputa presidencial de 2026.

Com esse conjunto de poderes, a presidência do Senado permanece como uma das posições mais estratégicas da política nacional, influenciando a agenda legislativa, o equilíbrio entre os Poderes e o ritmo de decisões institucionais de grande impacto.

Por Sputnik Brasil