CRISE NAS FORÇAS ARMADAS

Chefe do Estado-Maior de Israel alerta para necessidade urgente de reforço militar

Eyal Zamir afirma que Exército enfrenta colapso e pede mais 15 mil soldados diante de múltiplas frentes de combate

Publicado em 10/05/2026 às 19:58
Chefe militar de Israel alerta para urgência no reforço do Exército diante de múltiplas frentes de combate. © AP Photo / Ohad Zwigenberg

Força israelense enfrenta colapso interno devido às múltiplas frentes de combate e à crise de recrutamento.

O chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir, afirmou neste domingo (10) que o Exército do país necessita de mais soldados "imediatamente". A informação foi divulgada pelo jornal israelense Yediot Ahronot.

As declarações de Zamir foram feitas durante uma reunião da Comissão de Relações Exteriores e Segurança do Knesset, o parlamento israelense, refletindo a grave crise de recrutamento enfrentada pelo país em meio a operações militares em múltiplas frentes, incluindo Irã, Líbano e Gaza.

"Não estou preocupado com processos políticos ou legislativos, mas sim focado na guerra em múltiplas frentes e na derrota do inimigo. Para continuar fazendo isso, o Exército israelense precisa de mais soldados imediatamente", afirmou Zamir na reunião.

Em março, Zamir já havia alertado que "o Exército israelense estava entrando em colapso" devido à falta de aprovação de uma lei que regulamente o recrutamento de judeus ultraortodoxos, o serviço na reserva e a extensão do serviço obrigatório para até 36 meses.

O porta-voz do Exército israelense, Efi Defrin, também reforçou a urgência do reforço militar. Segundo ele, a força precisa de cerca de 15 mil soldados adicionais, sendo entre 7 mil e 8 mil soldados de combate, e ressaltou ser "essencial promulgar uma lei de recrutamento obrigatório".

A legislação israelense determina que todos os cidadãos com mais de 18 anos sirvam no Exército, exceto os judeus haredim, grupo que representa cerca de 13% da população do país, estimada em 9,9 milhões de habitantes. Os haredim são isentos do serviço militar por se dedicarem ao estudo da Torá, o que tem gerado controvérsias há décadas.

Por Sputnik Brasil