Ampliação do acesso a direitos essenciais proporciona mais qualidade de vida para mamães
Elas recebem apoio, autonomia e oportunidades com serviços da Prefeitura de Maceió
Maternar está longe de ser uma tarefa simples e, em contextos de vulnerabilidade social, essa realidade se torna ainda mais desafiadora, sendo marcada por renúncias constantes, limitações financeiras e, muitas vezes, pela ausência de uma rede de apoio. Em Maceió, no entanto, esse cenário mudou. Os serviços oferecidos pela prefeitura transformaram a rotina de mães que antes viviam sobrecarregadas, ampliando oportunidades e garantindo mais autonomia, segurança e qualidade de vida para quem, até um pouco de tempo, precisava escolher entre trabalhar ou cuidar dos filhos.
A gestão municipal vem intensificando, cada vez mais, as ações voltadas à população, com programas que desde a educação em tempo integral até o acesso aos serviços de saúde na porta de casa, bem como transporte seguro e espaços de lazer que melhoram a qualidade de vida. Tais iniciativas impactam de forma direta a vida de mulheres que, antes, primeiro abriram mão do trabalho, do autocuidado e até mesmo de momentos com a família.
É o que vive na prática Rosaliana Araújo, mãe de Théo, 3 anos, matriculada em uma unidade dos Gigantinhos Santos Dumont, também conhecida como CMEI Professora Maria Elizabete dos Santos. Na unidade de ensino, o estudante tem acesso ao programa de educação infantil em tempo integral, que oferece acompanhamento pedagógico e alimentação completa ao longo do dia.
Antes de conseguir uma vaga, Rosaliana teve que deixar o emprego para cuidar do filho, enquanto o esposo continuava trabalhando. Hoje, a realidade é outra: voltou a ter tempo para si e também a contribuir com a renda familiar. "Hoje, eu consigo organizar minha casa, cuidar da minha família, ir para a academia e ainda fazer uma renda extra, trabalhando como promotora de eventos ou em ações de panfletagens. Enquanto isso, ele tá lá sendo bem cuidado, bem alimentado", relata.
Com a ida do filho para uma creche pública, que oferece seis refeições diárias e fardamento gratuito, as despesas de casa diminuíram bastante. "Isso alivia muito. Se fosse pra pagar escola particular, seria impossível pra gente", diz. A economia no orçamento doméstico também é percebida pela família com o acesso à Saúde da Gente, cuja iniciativa leva atendimento médico, exames e serviços para a porta de casa dos maceioenses.
"Foi através da Saúde da Gente que eu consegui colocar o Diu. Isso ajuda muito no planejamento da nossa vida, pois eu não pretendo ter outro filho agora. Assim, conseguimos ter mais tranquilidade e liberdade no nosso relacionamento", explica.
O acesso à saúde também foi facilitado com o atualização do Pronto, que amplia o atendimento com agendamento simplificado e possibilidade de consultas até de forma remota. "A gente resolve muita coisa pelo celular, sem precisar sair de casa. É rápido e funciona direito, eu sempre consigo marcar minhas consultas e ultrassons de forma rápida e prática", completa.
Qualidade de vida e bem-estar
A transformação na rotina de vida familiar não se limita ao acesso às políticas públicas municipais que oferecem serviços essenciais para melhorar a qualidade de vida. O bem-estar dos maceioenses também passa pela requalificação de espaços públicos, como praças e as Areninhas, que devolveram à população opções de lazer gratuitas e seguras.
"Hoje, a gente tem onde levar nosso filho, brincar, passear. Eu adoro! A praça do Graciliano, por exemplo, ele ama e a gente não precisa gastar com isso, estamos sempre indo nas praças e conhecendo novos espaços, a exemplo do meu marido, que ama jogar nas areninhas", conta Rosaliana.
No transporte, ela destaca a gratuidade do transporte escolar para as crianças que frequentam a sala de aula e as iniciativas voltadas à segurança feminina, como os coletivos exclusivos para as mulheres. "Eu uso transporte público e, agora, me sinto mais seguro com os ônibus exclusivos para mulheres. Isso faz diferença no nosso dia a dia, porque temos mais liberdade e autonomia", afirma.
Rosaliana ressalta que, antes do acesso aos serviços públicos, a rotina da família era limitada pela falta de apoio, obrigando o casal a se revezar entre o trabalho e os cuidados com o filho. Com a conquista da vaga na creche e o acesso facilitado à saúde, incluindo consultas e o teleatendimento, a realidade mudou, permitindo mais organização, autonomia e ainda usufruir de direitos básicos que seriam inacessíveis na rede particular.
“A gente precisava abrir a mão de muita coisa, porque não tinha apoio. Hoje, com o acesso facilitado a todos esses serviços, tudo ficou mais organizado. Se fosse pra pagar por isso, a gente não tinha condições. Então, é só gratidão por ver como nossa vida mudou pra melhor”, conclui.
Oportunidade de um novo recomeço
Rayane Araújo, 26 anos, é irmã de Rosaliana. Ela também teve uma rotina transformada pelo acesso aos serviços públicos oferecidos pela Prefeitura de Maceió. Mãe solo de cinco filhos, teve que enfrentar por muitos anos a sobrecarga de cuidar sozinha da casa e das crianças, sem rede de apoio e com poucas oportunidades. "Atualmente, eu moro sozinha com os meus cinco filhos. E a realidade da mãe solo é difícil, né? Porque a gente não tem com quem contar. É você pra tudo. E muitas vezes, a gente se coloca em segundo plano", disse.
Hoje, a realidade mudou. Três dos filhos de Rayane, Anthonny Guilherme, 10 anos, Arthur Gabriel, 9 anos, e Anna Gabrielly, 6 anos, estudam na Escola Municipal Maria Cecília Carnaúba, no Antares, enquanto os dois mais novos, Júlia Manuelle, 2 anos, e Victor Rafael, 3 anos, estão matriculados nos Gigantinhos do Salvador Lyra, em tempo integral.
"Eles ficam das sete da manhã até às quatro da tarde. Isso é uma oportunidade muito grande pra gente tentar trabalhar, porque precisamos desse apoio. A gente não confia em qualquer pessoa para deixar nossos filhos e sem contar que nem todo mundo quer ficar com cinco filhos", explica Rayane, ao destacar que o acesso à educação, alimentação e transporte trouxe mais organização e abriu novas possibilidades.
Além do suporte na educação, ela também percebe mudanças no desenvolvimento das crianças, principalmente da filha mais nova. "Lá no Gigantinhos, eles ajudam até no desfralde. Eu já percebi que quando ela tá sem a fralda, pede pra ir ao banheiro. Isso é muito importante. E, pra mim, também é uma economia, né? Porque fralda não é barata, ainda mais com cinco filhos", conta.
Para Rayane, o acesso à saúde também passou a fazer parte da rotina da família, por meio do programa Saúde da Gente. "Eu consegui marcar pediatra e até um neuropediatra para eles. Antes, era muito difícil, tinha que madrugar para conseguir ficha. Agora, ficou mais fácil. Eu estou levando eles para as consultas, porque os médicos acham que dois deles têm TDAH e autismo", afirma.
Com o acesso ao transporte, educação, saúde pública e espaços de lazer, Rayane e seus filhos melhoraram a qualidade de vida familiar. "Imagina pagar escola particular para cinco crianças? Não tem condições. Hoje, eles têm merenda, têm farda, têm transporte, lazer e educação, tudo em um lugar só. Eu nunca imaginei que a gente teria essa oportunidade. Eu não imaginava ter acesso a tudo isso", finalizou.
Para o prefeito Rodrigo Cunha, investir em políticas públicas externas às mães é garantir mais dignidade, autonomia e oportunidades para milhares de famílias maceioenses.
"Quando uma mãe recebe apoio de verdade, toda a família sente a transformação. Nosso compromisso é construir uma cidade mais humana, com educação de qualidade, saúde, segurança e oportunidades. Muitas mulheres que antes precisavam escolher entre trabalhar ou cuidar dos filhos, hoje conseguem reorganizar a rotina com mais tranquilidade, seja com os Gigantinhos, as escolas em tempo integral, os espaços de lazer ou os serviços de saúde funcionando de forma mais acessível. É isso que queremos ampliar cada vez mais, que cada mãe de Maceió se sinta acolhida, protegida e cuidada”, pontuosa.
Com políticas públicas que abrangem diferentes áreas, a gestão municipal segue ampliando o acesso da população aos direitos básicos. Para muitas mães, isso tem significado não apenas apoio, mas uma chance concreta de reescrever a própria história com mais autonomia e esperança.
