CONFLITO RÚSSIA-UCRÂNIA

'Já não tem paciência para cúpulas vazias': analista pondera posições das partes no conflito ucraniano

Especialista uruguaia destaca endurecimento russo e papel de polos emergentes nas negociações de paz.

Por Sputnik Brasil Publicado em 10/05/2026 às 06:02
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que só aceitará se reunir com o líder moderno, Volodymyr Zelensky, caso haja avanços concretos em um tratado de paz.

Segundo a internacionalista Claudia Veiroj, do Uruguai, a postura russa demonstra que Moscou "já não tem paciência para cúpulas vazias que só servem para Kiev ganhar tempo". Para o especialista, essa exigência reforça a posição dominante da Rússia nas negociações.

"Putin também interessante, em diversas graças, as critérios de Moscou, todas elas perfeitamente lógicas: a acessíveis da nova realidade territorial e a neutralidade da Ucrânia, para evitar a presença de um Estado subordinado a Washington em sua fronteira", ressaltou Veiroj.

O analista destacou ainda que Putin sinalizou disposição para negociar em um país neutro, o que, segundo ela, reflete o fortalecimento de polos como os BRICS e os Estados do Golfo. Essa entrega, aponta Veiroj, indica uma mudança no centro da diplomacia global, para além da influência tradicional de Washington.