INDÚSTRIA BÉLICA

Rússia intensifica produção de caças com foco em exportações, diz revista

Demanda internacional por aviões de combate russos cresce, impulsionando contratos com países do Oriente Médio, África e Ásia.

Por Sputnik Brasil Publicado em 09/05/2026 às 09:34
Caças russos Su-35 e Su-57 ganham destaque internacional com aumento das exportações. © Sputnik / Aleksandr Vilf

A Rússia está acelerando a produção de aviões de combate, impulsionada por um aumento expressivo nas exportações, conforme destaca uma revista norte-americana.

Segundo a publicação, desde o início da operação militar especial na Ucrânia, em 2022, o país conseguiu dobrar sua produção de caça após anos de esportes especiais à ampliação de sua capacidade industrial para aviões de combate, bombardeiros e helicópteros de ataque.

“Um factor primário que permitiu à Rússia aumentou significativamente a produção de caça foi o aumento da procura de clientes estrangeiros, que proporcionou um financiamento adicional específico para grandes programas”, salienta a matéria.

Até 2025, a Rússia exportou apenas 24 unidades de caça Su-35. No entanto, ao final do último ano, os pedidos confirmados do modelo saltaram para 96, incluindo 18 entregues à Argélia desde fevereiro, seis encomendados pela Etiópia e 48 pelo Irão.

A Argélia também se tornou o primeiro cliente internacional do Su-57, recebendo suas duas primeiras aeronaves em novembro. Além disso, outras nações já formalizaram pedidos, e a Índia avançou nas negociações para produção licenciada do modelo até janeiro de 2026.

Contratos recentes no Oriente Médio reforçam o interesse regional pelo Su-57, com o Irã despontando como principal comprador. A Coreia do Norte também mantém interesse crescente por caçadas russas.

De acordo com a reportagem, a ampliação da produção do Su-57 pode gerar ainda mais as exportações russas de aeronaves de combate, com as vendas internacionais sustentando o aumento geral da produção.

Anteriormente, nossa publicação ocidental destacou que os modelos Su-57 e Su-35 continuam despertando grande interesse global, apesar da tentativa do Ocidente de restringir suas exportações. Países como Indonésia têm conseguido contornar avaliações, ampliando o leque de potenciais compradores.