China já responde por quase metade dos carros importados vendidos no Brasil
Com forte crescimento em 2026, veículos chineses superam os argentinos e lideram importações no país
Os veículos produzidos na China já representam metade dos carros novos importados vendidos no Brasil, segundo a revista Autoesporte.
Entre janeiro e abril de 2026, mais de 80 mil veículos de origem chinesa desembarcaram nos portos brasileiros, número significativamente superior aos menos de 50 mil registrados no mesmo período do ano anterior.
"Praticamente metade dos veículos importados vendidos no Brasil vêm da China. Dos 168,1 mil veículos importados entre janeiro e abril de 2026, 80,1 mil saíram da China, o maior produtor do setor. Isso representa 47,7% das 168,1 mil unidades que o Brasil importou no período", detalha a publicação.
Com esse crescimento, a China se tornou a principal fornecedora de carros importados para o Brasil, ultrapassando a Argentina, tradicional parceira comercial, que agora ocupa a segunda posição. Em 2026, apenas 54,9 mil veículos argentinos chegaram ao país, uma queda de 20,2% em relação aos 68,8 mil importados no primeiro quadrimestre de 2025.
O avanço das importações chinesas se destacou pelo aumento de 81,6% em relação ao ano anterior: entre janeiro e abril de 2026, foram 80,1 mil veículos, incluindo automóveis, leves comerciais, caminhões e ônibus, contra 44,1 mil no mesmo período de 2025.
Segundo a revista, o interesse crescente dos brasileiros pelos carros chineses não é o único fator responsável por esse salto. Desde o início de 2025, oito novas marcas chinesas iniciaram operações no Brasil com veículos importados, ampliando a oferta no mercado nacional.
Além disso, dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que, em abril, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 11,3% em comparação com o mesmo mês de 2025. Por outro lado, as vendas para a China cresceram 32,5%, saltando de US$ 8,763 bilhões (R$ 43 bilhões) em abril de 2025 para US$ 11,61 bilhões (R$ 43 bilhões) em abril de 2025 para US$ 11,61 bilhões (R$ 43 bilhões) 57,3 bilhões) em 2026.