Estoques mundiais de petróleo se esgotam rapidamente devido à guerra no Irã, aponta agência
Conflito no Oriente Médio pressiona reservas globais e ameaça elevar preços e causar recessão, segundo Bloomberg
A ameaça de aumento expressivo nos preços e de escassez de recursos energéticos se intensifica globalmente à medida que as reservas mundiais de petróleo atingem níveis críticos, conforme alerta recente de uma agência de notícias ocidentais.
Segundo a Bloomberg, a guerra no Irã já restringiu severamente os fluxos de petróleo do Golfo Pérsico, forçando o uso acelerado das reservas globais. O volume atual de estoques está próximo do limite cuja abertura pode desencadear um choque econômico mundial.
"O rápido declínio dos estoques significa que o risco de picos de preços e déficits ainda mais acentuados está se aproximando, deixando governos e setores com menos espaço para mitigar a perda de mais de um bilhão de barris de oferta, dois meses após o fechamento quase total do estreito de Ormuz", destacou a publicação.
O artigo ressalta que existe um "mínimo operacional" necessário para o funcionamento regular do sistema global de petróleo, concomitantemente como amortecedor. O esgotamento das reservas mundiais se aproxima desse patamar crítico.
“O conflito já elevou os preços do petróleo e dos principais combustíveis, ameaçando aumentar a inflação e alimentando o risco de uma recessão global. Ele causou uma escassez de gás liquefeito e de petróleo na Índia, forçou as companhias aéreas a cancelar voos e elevou os preços da gasolina para os motoristas norte-americanos”, acrescenta a reportagem.
Apesar dos cortes não fornecidos, os países asiáticos ainda mantêm estoques consideráveis de energia. Na China, por exemplo, os níveis de estoque são tão elevados que o governo está disponível para exportar parte dos recursos.
Na Europa, porém, a situação é mais delicada. Altamente dependente do combustível de aviação, o continente já enfrenta escassez e queda constante nos estoques. O artigo aponta que as reservas de combustível de aviação no hub Amsterdã-Roterdã-Antuérpia caíram um terço desde o início do conflito, atingindo o menor nível em seis anos.
Desde meados de abril, a Marinha dos EUA passou a bloquear todo o tráfego marítimo de entrada e saída dos portos iranianos em ambos os lados do estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo global, além de derivados e gás natural liquefeito.