TURISMO DIGITAL

Com check-in digital, hóspede pode chegar ao hotel com ficha preenchida

Ferramenta agiliza processos de hospedagem e garante proteção de dados dos usuários

Publicado em 09/05/2026 às 11:20
Check-in digital agiliza a chegada do hóspede e garante proteção de dados em hotéis de todo o Brasil.

Hotéis, pousadas e hostels de todo o Brasil passaram a adotar obrigatoriamente a Ficha Nacional de Registro de Hóspedes em formato 100% digital.

Com essa nova ferramenta, os hóspedes podem realizar o check-in antecipadamente, antes mesmo de chegar ao hotel, utilizando um link ou QR code enviado previamente pelo estabelecimento.

O procedimento também pode ser feito diretamente em dispositivos disponibilizados na própria hospedagem.

O sistema está em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando a proteção das informações pessoais dos usuários.

Adotada desde 20 de abril, a ficha digital substitui o cadastro em papel, obrigatório há décadas nos meios de hospedagem do país.

Mudanças

Antes

  • Ficha era preenchida manualmente no balcão do hotel
  • Processos mais lentos
  • Dados dispersos em diferentes formatos

Agora

  • Preenchimento online e antecipado
  • Check-in mais rápido
  • Informações organizadas em sistema digital integrado

O presidente do Sindicato dos Hotéis e Meios de Hospedagem do Município do Rio de Janeiro (HotéisRIO), Alfredo Lopes, explica que a capital fluminense já vem implementando o novo modelo desde o ano passado e que as principais redes hoteleiras já aderiram ao sistema.

“Imagina quando chegava um grupo grande no hotel, a demora que era para fazer o check-in de todos que chegavam. Na Espanha, o visitante faz o check-in no primeiro hotel, ganha um QR Code, e não precisa fazer o procedimento nos outros hotéis. Esse é o próximo passo no Brasil”, afirmou Lopes.

Segurança de dados

De acordo com o governo, a ficha digital não representa qualquer tipo de monitoramento de turistas. O sistema não foi criado para rastrear deslocamentos, controlar viagens ou vigiar cidadãos.

Os dados coletados são basicamente os mesmos já exigidos anteriormente no modelo em papel, como informações de identificação do hóspede. Essas informações têm finalidades administrativas, estatísticas e de apoio à segurança pública, como já ocorria antes da digitalização.

As informações abastecem o Sistema Nacional de Registro de Hóspedes, permitindo ao governo uma visão mais precisa do fluxo turístico no país, incluindo número de visitantes, perfil dos turistas e taxa de ocupação hoteleira.

Não há coleta de dados referentes a gastos, consumo ou comportamento dos turistas. O sistema não acompanha rotas, não monitora deslocamentos e não possibilita rastreamento individual.

Esses dados são utilizados de forma agregada, ou seja, sem identificação individual, para apoiar a formulação de políticas públicas voltadas ao turismo, melhorar serviços e orientar investimentos no setor.