TENSÃO NO GOLFO PÉRSICO

Cessar-fogo se mantém enquanto EUA aguardam resposta do Irã; Bahrein detém dezenas de pessoas

Após ataques a petroleiros iranianos, clima permanece instável; detenções no Bahrein elevam tensão regional

Publicado em 09/05/2026 às 10:13
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O frágil cessar-fogo na região do Golfo Pérsico permanece neste sábado, 9, após os Estados Unidos atacarem dois petroleiros iranianos. Paralelamente, o Bahrein, que abriga o quartel-general regional da Marinha americana, anunciou a detenção de dezenas de pessoas supostamente ligadas à Guarda Revolucionária do Irã.

Os ataques realizados na sexta-feira, 8, lançaram dúvidas sobre a continuidade do cessar-fogo de um mês, que Washington afirma ainda estar em vigor. Os EUA aguardam a resposta iraniana à mais recente proposta de acordo para encerrar o conflito, reabrir o Estreito de Ormuz e suspender o polêmico programa nuclear de Teerã.

Segundo o comando militar americano, as forças dos EUA desativaram dois petroleiros iranianos que tentavam romper o bloqueio imposto aos portos do Irã. Horas antes, militares americanos relataram ter frustrado ataques contra três navios da Marinha e atingido instalações militares iranianas no estreito.

No Bahrein, autoridades anunciaram a prisão de 41 pessoas, que, de acordo com os EUA, integrariam um grupo associado à Guarda Revolucionária do Irã. O Ministério do Interior informou que as investigações continuam e que novas medidas poderão ser adotadas contra outros envolvidos, sem fornecer mais detalhes.

Durante a noite, um ataque americano matou ao menos um marinheiro e feriu outros dez a bordo de um navio cargueiro, que pegou fogo, segundo uma agência de notícias vinculada ao judiciário iraniano. Não há confirmação se o navio atingido era um dos petroleiros mencionados pelos EUA.

O Bahrein, governado por uma monarquia sunita, possui maioria populacional xiita, assim como o Irã. Organizações de direitos humanos acusam o reino de usar o conflito entre Irã e EUA — que mantém sua Quinta Frota no país — como justificativa para reprimir a dissidência interna. Os americanos afirmam que responderam a um ataque no Estreito de Ormuz.

Apesar dos recentes confrontos, o presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou que o cessar-fogo está sendo respeitado, mas voltou a ameaçar retomar bombardeios em larga escala caso o Irã não aceite o acordo para reabrir o estreito e suspender seu programa nuclear.

Na sexta-feira, 8, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, declarou que o país não está considerando os "prazos" impostos e segue avaliando a proposta americana nas negociações em curso, conforme noticiado pela agência estatal IRNA.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast.