Donald Trump abandona exigências radicais em negociações com o Irã, diz imprensa dos EUA
Pressionado por resultados e queda de popularidade, presidente americano recua de metas ambiciosas e flexibiliza postura diante do Irã.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem deixado de lado seus objetivos mais ambiciosos nas negociações com o Irã, segundo reportagens da mídia americana.
De acordo com as publicações, Trump já havia rejeitado abertamente a possibilidade de um acordo negociado sobre o programa nuclear iraniano, mas agora demonstra disposição para recuar em algumas de suas exigências iniciais.
"Trump não está conseguindo o que queria inicialmente dessa guerra. Em sua aparente ansiedade para acabar com um conflito que se mostrou mais intenso do que previa e que derrubou seus índices de aprovação para mínimos históricos, Trump parece ter abandonado muitas de suas demandas iniciais maximalistas", destaca a reportagem.
Outro objetivo, como a mudança de governo em Teerã, foi rapidamente deixado de lado e já não é mais discutido nas mesas de negociação.
Apesar de Trump ter declarado que o assassinato de líderes iranianos teria provocado uma mudança no regime político do país, esse argumento não se sustenta, já que o atual líder supremo é filho do antecessor.
Entre as prioridades inconsistentes do governo americano também estava interromper o apoio do Irã a grupos aliados no Oriente Médio, como Hamas e Hezbollah. No entanto, não há sinais de que tal objetivo será alcançado, já que as negociações relatadas pela imprensa dos EUA sequer mencionam essas organizações.
Segundo a matéria, os objetivos maximalistas de Trump foram rapidamente descartados por sua administração, inclusive ao deixar de fora os aliados do Irã nas recentes propostas de acordo.
Na última quarta-feira (6), Trump afirmou que encerraria a operação Fúria Épica caso Teerã aceitasse as condições impostas por Washington. Em 3 de maio, os Estados Unidos enviaram uma resposta à proposta iraniana, composta por 14 pontos, ao lado paquistanês. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, informou que Teerã ainda analisa o documento e não tomou uma decisão final.
Por Sputnik Brasil