Só, mas não isolado? A ascensão do morar sozinho no Brasil
Número recorde de brasileiros opta por viver só; qualidade de vida e segurança são prioridades, segundo especialistas.
O número de brasileiros que vivem sozinhos atingiu um patamar histórico. Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) mostram que esse grupo é formado, em sua maioria, por homens adultos e mulheres idosas.
O que leva cada vez mais pessoas a optarem por morar sozinhas? Segundo especialistas, a conveniência de estar próximo ao trabalho deixou de ser prioridade. Hoje, a busca por qualidade de vida e autonomia na gestão da própria rotina se destaca como principal motivação.
No entanto, esse estilo de vida apresenta novos desafios. Curiosamente, a solidão não é a maior preocupação dos que vivem sós; o tema mais recorrente é a segurança. Estariam os brasileiros trocando a convivência presencial pela vigilância digital?
Para debater o fenômeno, Rafael Costa e Kaique Santos recebem Jefferson Mariano, sociólogo, professor de economia na Faculdade Cásper Líbero e analista socioeconômico do IBGE, e Wagner Costa, psicólogo especializado em psicologia positiva e mestre em ciências da saúde. O programa já está disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.