MERCADO INTERNACIONAL

Petróleo fecha em alta, mas acumula queda na semana com tensões no Oriente Médio

Cotações reagem ao aumento da tensão no Estreito de Ormuz, apesar do recuo semanal; especialistas projetam volatilidade nos próximos meses

Publicado em 08/05/2026 às 16:28
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O petróleo encerrou esta sexta-feira, 8, em alta, mesmo após registrar queda acumulada na semana, em meio à intensificação do conflito no Oriente Médio. As cotações refletiram o aumento das tensões no Estreito de Ormuz, região estratégica onde Estados Unidos, Irã e Emirados Árabes Unidos trocaram ataques, apesar de um cessar-fogo formal ainda vigorar.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para junho subiu 0,64% (US$ 0,61), fechando a US$ 95,42 por barril.

O Brent para julho, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), avançou 1,23% (US$ 1,23), encerrando o dia a US$ 101,29 o barril.

Apesar do movimento positivo nesta sexta, tanto o WTI quanto o Brent acumularam quedas semanais de 6,39% e 6,36%, respectivamente.

Segundo militares norte-americanos, forças dos EUA atingiram petroleiros iranianos vazios que tentavam romper o bloqueio naval imposto aos portos do Irã. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã está totalmente preparado para responder a eventuais ações militares dos Estados Unidos.

Nesta sexta, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) comunicou que forças navais iranianas apreenderam o petroleiro Ocean Koi no Mar de Omã, reforçando o clima de instabilidade na região. Trocas de ataques entre EUA e Irã também foram registradas no Estreito de Ormuz.

Para a Capital Economics, a oferta global de petróleo deve permanecer restrita nos próximos meses, já que a normalização dos fluxos levará tempo. “Com isso, é provável que as cotações permaneçam voláteis ao longo do segundo semestre deste ano”, avalia a consultoria.

Já a Fitch Ratings projeta que o preço do petróleo deve se manter elevado no curto prazo, enquanto o Estreito de Ormuz estiver fechado.

Nesse cenário, o Brent tende a oscilar entre US$ 100 e US$ 110 por barril entre maio e julho. Para os meses seguintes, a agência prevê um cenário de excesso de oferta, o que pode favorecer a queda das cotações.