JUDICIÁRIO

Dino leva ao plenário físico do STF debate sobre venda de imóveis do DF para capitalizar BRB

Ministro Flávio Dino retira julgamento do plenário virtual, reiniciando discussão presencial sobre autorização para o governo do DF vender bens e socorrer o BRB.

Publicado em 08/05/2026 às 15:53
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu destaque no julgamento que discute a venda de bens móveis e imóveis públicos pelo governo do Distrito Federal, com o objetivo de capitalizar o Banco de Brasília (BRB). O caso estava sendo analisado no plenário virtual, onde a Corte avaliava o referendo da decisão do ministro Edson Fachin, que autorizou o governo distrital a negociar ativos para socorrer o banco.

Com o pedido de destaque, a discussão será reiniciada no plenário físico do STF, ainda sem data definida para ocorrer.

Até a suspensão do julgamento, apenas o ministro Edson Fachin havia votado, posicionando-se a favor da manutenção da decisão liminar.

Em 24 de abril, Fachin atendeu a um pedido do governo do DF e derrubou decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) que suspendia trechos de uma lei distrital. A legislação autoriza o governo local a capitalizar o BRB por meio de nove imóveis públicos, incluindo a venda de terrenos, a estruturação de um fundo imobiliário e a oferta dos bens como garantia em empréstimos.

No pedido apresentado ao STF, o governo do Distrito Federal argumentou que a suspensão da lei "ocasiona grave lesão à ordem administrativa, ao interferir diretamente no exercício das competências constitucionais do Poder Executivo e neutralizar os efeitos concretos de lei regularmente aprovada pelo Poder Legislativo local e sancionada pelo Chefe do Executivo".

O ministro Fachin considerou plausíveis as alegações de "grave lesão" e destacou "o evidente risco concreto à ordem econômica", em razão da relevância do BRB para a região.