Banco Central lamenta morte de Chico Lopes, ex-presidente da instituição
Economista teve papel fundamental na estabilização econômica e na criação do Copom
O Banco Central manifestou pesar pelo falecimento do economista Francisco Lafaiete de Pádua Lopes, conhecido como Chico Lopes, em nota divulgada nesta sexta-feira, 8.
"A Diretoria do Banco Central do Brasil presta sua homenagem a um economista que marcou a história da estabilização econômica brasileira e deixa, na memória desta casa e no pensamento econômico nacional, um legado de inteligência, ousadia intelectual e dedicação ao País. Nossos sinceros sentimentos à família e aos amigos", diz o comunicado.
Lopes foi diretor do BC entre 1995 e 1998 e chegou a ocupar a presidência interina da autarquia entre janeiro e fevereiro de 1999, pouco antes de deixar o cargo.
O Banco Central destacou que a principal contribuição de Chico Lopes à instituição foi a criação e institucionalização do Comitê de Política Monetária (Copom), instância que, até hoje, orienta a condução da política monetária do país, conferindo previsibilidade, transparência e rigor técnico às decisões sobre a taxa básica de juros.
A nota ressalta ainda a formação acadêmica de Lopes, graduado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre pela Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) e doutor pela Universidade de Harvard. "Francisco Lopes dedicou décadas de sua vida intelectual ao enfrentamento do maior desafio macroeconômico de seu tempo: a inflação crônica brasileira dos anos 1980 e 1990."