MERCADO DE TRABALHO

IBGE aponta recorde de brasileiros com renda e queda no Bolsa Família

Pesquisa revela que 143 milhões de pessoas têm algum rendimento em 2025, enquanto diminui o número de lares beneficiados pelo Bolsa Família.

Publicado em 08/05/2026 às 10:29
IBGE Reprodução

O mercado de trabalho aquecido impulsionou o número de brasileiros com algum tipo de renda para o recorde de 143 milhões em 2025 , o que representa 67,2% da população do país. Ao mesmo tempo, houve queda na proporção de lares que recebem o Bolsa Família.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) – Rendimento de todas as fontes, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 8.

A população com rendimento habitual do trabalho atingiu 101,6 milhões, enquanto o número de pessoas que receberam aposentadorias ou pensões chegou ao recorde de 29,3 milhões. Já os beneficiários de programas sociais do governo somaram 19,4 milhões.

Entre as pessoas com alguma renda, o rendimento médio de todas as fontes alcançou R$ 3.367 em 2025, um aumento de 5,4% em relação a 2024. O rendimento médio mensal real do trabalho também foi recorde, chegando a R$ 3.560, alto de 5,7%.

Na análise por fonte de renda, aposentadoria e pensão mantiveram o maior valor médio em 2025, com R$ 2.697. Os programas sociais do governo tiveram rendimento médio de R$ 870. O valor médio de aluguel e locação foi de R$ 2.526, aumento de 11,8% frente a 2024. A pensão alimentícia e mesada ficou em R$ 863, enquanto demais rendimentos, como seguro-desemprego, aplicações financeiras e bolsas de estudos, atingiram R$ 2.302.

A participação dos programas sociais no rendimento domiciliar per capita caiu de 3,8% em 2024 para 3,5% em 2025.

“Tal variação está relacionada ao fato de que, no último ano, houve estabilidade tanto do valor médio pago como benefício pelos programas sociais quanto do total de pessoas beneficiadas, enquanto outras categorias de rendimento aumentaram”, explicou o IBGE.

A proporção de domicílios com beneficiários do Bolsa Família diminuiu de 18,6% em 2024 para 17,2% em 2025. Por outro lado, a fatia de lares com beneficiários do BPC-LOAS aumentou de 5,0% para 5,3% no período, o maior percentual desde o início da série histórica, em 2012. Já o percentual de domicílios que ganharam rendimentos de outros programas sociais passou de 2,1% em 2024 para 2,4% em 2025.

O IBGE destacou ainda que o rendimento médio domiciliar per capita dos lares que receberam o Bolsa Família era de R$ 774 em 2025, valor inferior a 30% do rendimento médio de R$ 2.682 registrado nos domicílios não beneficiados.