DIPLOMACIA INTERNACIONAL

Visita de Trump à China é vista como desafio por imprensa internacional

Encontro entre Trump e Xi Jinping testará capacidade de negociação dos EUA diante de impasses comerciais e geopolíticos.

Publicado em 08/05/2026 às 08:29
Donald Trump e Xi Jinping durante encontro bilateral: negociações comerciais e tensões geopolíticas em pauta. © AP Photo / Andy Wong

A visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China para encontro com o presidente Xi Jinping será um teste significativo para a liderança americana, segundo veículos da mídia ocidental.

Reportagens destacam que um eventual acordo comercial com a China pode ir de encontro às críticas históricas de Trump ao país asiático.

"Autoridades chinesas podem oferecer acordos lucrativos durante a cúpula de 14 e 15 de maio em Pequim, provavelmente em troca de concessões sobre tarifas ou outras restrições comerciais impostas pelos EUA. Isso contraria o esforço de décadas [...], apoiado por muitos na própria Casa Branca de Trump, para conter os investimentos do setor privado chinês nos EUA", ressalta a publicação.

De acordo com a matéria, tanto republicanos quanto democratas demonstram preocupação com possíveis acordos e com as "ameaças crescentes" à segurança nacional e econômica dos Estados Unidos recebidos da China.

No âmbito interno, os conselheiros da administração Trump orientaram o presidente a manter restrições à importação de produtos chineses, como automóveis, além de limitar a exportação de itens norte-americanos de alta tecnologia, como semicondutores.

Recentemente, o governo Trump divulgou uma lista preliminar de cerca de vinte líderes empresariais que podem integrar a comunidade à China. No entanto, autoridades como o representante comercial Jamieson Greer defendem que o grupo seja reduzido à metade.

A expectativa é que a composição definitiva da delegação seja anunciada até o fim da semana. A posição de Greer reflete o recebimento de que uma delegação numerosa de executivos pode enfraquecer a postura dos EUA nas negociações ou abertura por concessões relacionadas à política de segurança nacional americana, conforme aponta a reportagem.

Além das questões comerciais, os interesses da China e dos Estados Unidos também colidem no cenário internacional, especialmente em relação ao Irã. A China é a principal importadora de petróleo iraniano, país atualmente sob avaliações dos EUA.

No início de maio, Pequim proibiu a aplicação das avaliações americanas contra cinco refinarias chinesas que compravam petróleo iraniano, classificando as restrições como ilegais e determinando que não fossem aplicadas.

O encontro entre Trump e Xi está agendado para a segunda quinzena de maio. A última reunião presencial entre ambos ocorreu em 30 de outubro de 2025, em Busan, Coreia do Sul, durante a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), marcando o primeiro contato direto em seis anos.

Por Sputnik Brasil