JUSTIÇA

Goleiro Bruno é preso após dois meses foragido no Rio de Janeiro

Ex-goleiro do Flamengo foi capturado em São Pedro da Aldeia após ação integrada das polícias do Rio e de Minas Gerais.

Publicado em 08/05/2026 às 07:41
O ex-goleiro Bruno Fernandes Reprodução / Instagram

O ex-goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza foi preso nesta sexta-feira, 8, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, por policiais do 25º Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro. A detenção ocorreu após uma ação conjunta entre o setor de inteligência da unidade e a Polícia Militar de Minas Gerais.

A reportagem segue tentando contato com a defesa do ex-atleta, que permanece com espaço aberto para manifestação.

De acordo com a corporação, Bruno foi forgido pela Justiça durante dois meses e foi localizado e prorrogado à 125ª Delegacia de Polícia para o cumprimento do mandato de prisão. Durante a abordagem, ele não resistiu e colaborou com as equipes policiais.

O mandado de prisão foi expedido em 5 de março, após Bruno descumprir as regras da liberdade condicional e não retornar ao regime semiaberto. Ele concede sem autorização judicial para assinar contrato com o Vasco-AC, mesmo estando proibido de deixar o Rio de Janeiro.

O descumprimento das condições foi comprovado por notícias veiculadas na imprensa e pela regularização do atleta no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF. Bruno chegou a disputar uma partida pelo clube acreano, mas foi dispensado em seguida.

Na ocasião, a defesa argumentou que a viagem tinha como objetivo a ressocialização por meio do trabalho e que não deveria ser considerada falta grave.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) também apontou outros descumprimentos das condições impostas ao ex-goleiro, como não informar mudança de endereço à Justiça, desrespeitar horários de recolhimento domiciliar e frequentar locais proibidos. O órgão afirma ainda que Bruno realizou viagens não autorizadas em outros benefícios.

Bruno foi condenado a 22 anos e um mês de reclusão pelos crimes de homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal de Eliza Samudio.

A modelo Eliza Samudio teria cobrado o reconhecimento de paternidade do filho que teve com Bruno, quando ele ainda atuava pelo Flamengo. O corpo dela nunca foi encontrado, e o crime só foi revelado após uma delação.

A observação ocorreu em 2013. Em fevereiro de 2017, Bruno chegou a obter um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal, mas retornou à prisão dois meses depois, por decisão da Corte.

Em 2019, a Justiça autorizou a progressão da pena para o regime semiaberto, permitindo que o ex-jogador dormisse na penitenciária.

A previsão inicial para o fim da pena era 8 de janeiro de 2031. O processo foi julgado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG).

Em 2021, a execução da pena foi limitada para o Rio de Janeiro, acompanhando propostas de trabalho recebidas por Bruno durante o cumprimento da sentença. Em 2023, ele obteve progressão para liberdade condicional.