Alga bioluminescente inspira novas estruturas luminosas e aplicações em biossensores
Estudo utiliza bioluminescência da Pyrocystis lunula para criar formas 3D e explorar usos em tecnologia de detecção.
O brilho azul emitido pela alga marinha Pyrocystis lunula inspirou cientistas nos Estados Unidos a desenvolver estruturas luminosas inovadoras. A espécie é conhecida por produzir flashes breves quando submetida a estímulos naturais, como o impacto das ondas, criando paisagens cintilantes em praias ao redor do mundo.
A pesquisadora Giulia Brachi, da Universidade do Colorado em Boulder, buscava prolongar esse efeito luminoso em laboratório. Após tentativas sem sucesso de estimular as algas mecanicamente, ela utilizou uma solução ácida, baseada em pesquisas que apontavam a queda do pH como gatilho para a emissão de luz. O resultado foi um efeito semelhante a um 'glitter vivo', com brilho contínuo por até 25 minutos.
Os cientistas encapsularam as algas em hidrogéis e imprimiram em 3D diversas formas, como uma lua crescente, todas emitindo um intenso tom azul-ciano. A bioluminescência ocorre graças à reação entre luciferase e luciferina, compostos presentes naturalmente nesses organismos, que permanecem ativos enquanto têm acesso à água do mar.
O avanço pode abrir caminho para aplicações inovadoras, como biossensores e dispositivos de iluminação sustentável.
Por Sputnik Brasil