INTEGRAÇÃO ENERGÉTICA

Brasil teve papel determinante na abertura do setor elétrico da Bolívia ao setor privado, afirma analista

Especialistas destacam influência brasileira na decisão boliviana de permitir participação privada no setor energético, mas alertam para riscos de assimetria entre empresas dos dois países.

Publicado em 07/05/2026 às 23:33
Brasil teve papel determinante na abertura do setor elétrico da Bolívia ao setor privado, afirma analista Nano Banana (Google Imagen)

O governo da Bolívia decidiu abrir o mercado de energia à concorrência do setor privado, autorizando empresas privadas a exportar e importar energia elétrica. A iniciativa representa uma mudança significativa no modelo energético do país, com o objetivo de ampliar o acesso interno à energia e fortalecer a posição boliviana na integração energética regional.

Em entrevista ao podcast Mundioka, da Sputnik Brasil, especialistas apontam que a abertura do setor era uma demanda antiga do Brasil, que teria exercido influência decisiva nesse processo desde 2024. No entanto, eles ressaltam que a diferença de porte entre a Eletrobras e a estatal boliviana ENDE, considerada uma empresa de médio porte no contexto regional, pode gerar riscos de subordinação e tornar a exportação de energia boliviana dependente das condições impostas pelo Brasil.

"A Eletrobras é uma das maiores empresas da América Latina, com capacidade de dezenas de milhares de watts, acesso a mercados de capitais internacionais e décadas de experiência em ambientes regulatórios complexos. Quando essas duas empresas atuam no mesmo mercado, a assimetria não é apenas de tamanho, mas também de capacidade de negociação", avalia Victor Hugo Acarapi Castro, pesquisador especializado em economia política internacional.

Por Sputnik Brasil