Lucro líquido ajustado da Rumo cresce 41,1% e atinge R$ 266 milhões no 1º trimestre
Companhia ferroviária também registra alta na receita líquida e mantém investimentos em linha com o cronograma de obras
A Rumo registrou lucro líquido ajustado de R$ 266 milhões no primeiro trimestre de 2026, representando um crescimento de 41,1% em relação ao mesmo período de 2025. No critério não ajustado, a companhia apurou lucro de R$ 98 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 97 milhões registrado um ano antes.
O Ebitda ajustado alcançou R$ 1,745 bilhão ao final de março, alta anual de 6,7%. Segundo o relatório de resultados, o desempenho foi impulsionado pelo maior volume transportado e pela diluição de custos e despesas fixas. A margem Ebitda ajustada ficou em 53,2%, com recuo de 3,6 pontos percentuais.
A receita operacional líquida totalizou R$ 3,2 bilhões, avanço de 10,6% frente ao primeiro trimestre de 2025. O resultado financeiro ficou negativo em R$ 846 milhões, uma piora de 10,2% em relação ao valor negativo de R$ 768 milhões registrado no mesmo período do ano anterior.
No encerramento do trimestre, a alavancagem da Rumo foi de 2,1 vezes dívida líquida/Ebitda ajustado, nível considerado adequado ao perfil de risco da companhia. No trimestre anterior, esse indicador estava em 1,9 vez.
Investimentos
Os investimentos da Rumo somaram R$ 1,774 bilhão no primeiro trimestre de 2026, ligeira queda de 0,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. De acordo com a empresa, o desempenho está alinhado ao cronograma de obras.
Na Operação Norte, principal área de aportes, houve aumento de R$ 79 milhões em Capex recorrente e de R$ 185 milhões na aquisição de material rodante.
Por outro lado, os investimentos em expansão de malha, portos e terminais recuaram no período, refletindo o ritmo de execução das obras, mas com expectativa de recomposição ao longo do ano.
Na Ferrovia do Mato Grosso, o desembolso e o avanço físico seguem conforme o planejado, com início de operação previsto para o primeiro trimestre de 2026. Já na Malha Sul, o foco permanece em investimentos recorrentes, visando manter operações seguras e eficientes.