Bolívia abre o jogo energético: como fica o tabuleiro regional?
Novo decreto boliviano permite exportação e importação de eletricidade por empresas privadas, impactando integração regional e relações com o Brasil.
A Bolívia acaba de dar um passo decisivo que pode redesenhar o mapa energético da América Latina.
Com a publicação do Decreto 5.598, o governo boliviano autorizou empresas privadas a exportar e importar eletricidade, encerrando um ciclo de gestão exclusivamente estatal no setor. A medida visa ampliar o acesso interno à energia e fortalecer a integração energética regional, podendo impactar diretamente países vizinhos, como o Brasil, sobretudo nas áreas de fronteira.
A abertura ao setor privado pode acelerar a integração energética sul-americana ou criar dependência de grandes corporações? Como o Brasil pode se beneficiar dessa decisão, especialmente nas regiões fronteiriças? Essa medida sinaliza uma mudança estrutural no modelo econômico da Bolívia ou é uma resposta pontual à crescente demanda por energia?
Para analisar o cenário, Melina Saad e Marcelo Castilho conversam com Gabriel Vergara, mestre em engenharia mecânica pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), pesquisador do grupo Cidades Educadoras, Inteligentes e Sustentáveis (CEIS), e professor e coordenador de pós-graduação lato sensu do Centro Universitário Internacional Uninter; e Victor Hugo Acarapi Castro, pesquisador especializado em economia política internacional e doutorando do programa de pós-graduação em economia política internacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O debate está disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.